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Último jogo

psiuu...sonhando acordada ***

11/11/2016       

psiuu...
boa noite!

que seja doce...

 acabei de ler um texto bárbaro da Ita Portugal, compartilho..

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"Enjoada 
Embrulha-me o estomago essa modernidade racista e preconceituosa mostrada em fotos sangrentas, que pune apenas porque o sujeito decidiu contrariar o óbvio e escolheu outra forma, e diga-se, individual, amistosa e pacífica de viver. 
Enjoei dos códigos de comunicação mais atualizados, com riscos, rabiscos, sinais e expressões para dizer que estou ok e nada mais me interessa. Fico tentando dizer algo mais, querendo falar de sentimentos, e, por falta de sinais para isso, fico cansada e deixo pra lá. Também não consegui concluir a leitura dos modernos tons por pura falta de comoção. 
Ninguém deve estar interessado nisso, mas ainda guardo as cartinhas do primeiro namorado. O caderninho de apontamentos, com algumas folhas em branco, para uma emergência afetiva. 
Enjoei das unhas coloridas em tons e enfeites dourados. Do último creme milagroso. Do cabelo cor de vinho tinto. Da chapinha, de frisante, longo e meio encaracolado, com e sem coquetel de frutas cítricas ou exóticas. Do salto plataforma, agulha, linha, baixo, deslizante ou emborrachado. Das noites de baladas intermináveis findadas em camas redondas com espelhos no teto, banho de ofurô e um bye bye sem número de telefone. 
Enjoei de ouvir falar do último rei da pista, momo, da moda, da comunicação, do amor ou do futebol. 
Contrario essas escolhas e continuo agarrada ao CD de Rita Lee, cantarolo as canções de Caetano, errando a letra, mas achando fenomenal.
 Choro com a poesia que foi cantada por Cartola. 
Ainda curto cinema com olhos marejados, perguntas que flutuam e mocinhos que são heróis. 
Envolvo-me na onda da solidariedade de Bono Vox.
 Gosto do clube da esquina, de ver a banda passar, da lua dos enamorados, das loucas verdades de Raul Seixas. Sou maluca beleza por uma casa no campo, sem trancas e um canteirinho cheio de ervas aromáticas. 
Não enjoo das pedaladas de bicicleta. De ler Guimarães Rosa. Escutar Nana Caymmi. Visitar um sebo e encontrar poemas de Pessoa. Cantarolar Mart’nália. Escrever cartões para alguém distante. Cozinhar a meu modo, sem nenhum tempero pronto ou receitas elaboradas com aqueles troços caríssimos comprados na Europa e que por sinal não têm gosto de nada comestível. 
Não enjoei das roupas de algodão. 
De olhar o fim de tarde.
 De acordar cedo e tomar café, acompanhada. 
De ir à feira. 
Cultivar flores.
 Conservar amizades.
 Conversar sem pressa.
 Ouvir conselhos dos mais velhos.
 Adormecer com barulho de chuva.
 Não enjoei das folhas verdes. Do céu azul. Da noite estrelada. Das pipas no céu. Dos barquinhos de papel na água. Da fruta madura no pé.
 Não enjoei do desejo melancólico de escutar as últimas notícias de que é possível ser feliz. "

Ita Portugal, in: Homens, mulheres, amores

beijos e carinho, bell

https://www.youtube.com/watch?v=L0MVxa5U-pM


.

se faz necessário dizer.... ***

11/11/2016       

psiuu...
bom dia!!

que seja doce...

se faz necessário dizer que sou menina, portanto não uso cuecas ( se bem que em portugal chamam-se calcinhas de cuecas, mas moro no brasil ...:) ), não sou o cueca azul, nada tenho com tudo isso, tou quietinha no meu canto, quando for pra fazer " achismos " achem com certeza e denunciem aos administradores.
não tenho essa índole tão maquiavélica de fazer nick fake para atacar quem quer que seja.

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"Mais vale um silêncio certo, que uma palavra errada...
Demora naquilo que você precisa dizer...
Livre-se da pressa de querer dar ordens ao mundo.
Em muitos momentos da vida
o silêncio é a resposta mais sábia
que podemos dar a alguém.
Hoje, neste tempo de palavras muitas,
queiramos a beleza dos silêncios poucos "
Pe. Fábio de Melo

beijos e meu carinho, bell

psiuu....gente é um bicho complicado ***

10/11/2016       
psiuu...
bom dia!

que seja doce...

 

  gente é um bicho complicado mesmo!

muda, re-muda, fala, replica, ilude, complica,

é inconstante, dissimulado, racional, ao mesmo tempo que é: emocional, temperamental, frágil, corajoso, medroso e sonhador...

o que me encanta e intriga é que muitas vezes não temos controle algum sobre nossos sentimentos....é um deixa acontecer pra se ver...vivemos como crianças “ com uma massinha de modelar “ nas mãos  moldando aqui e acolá, e quando cansamos ou enjoamos misturamos tudo e voltamos a modelar...

Deveras se vê que o viver da gente não é tão cerzidinho assim?

João Guimarães Rosa

posto texto de Eliete Cascaldi: Gente é um bicho complicado. 

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“Gente é um bicho complicado”, dizia meu Avô! Vive confuso e arretado…

 

Às vezes, sorri quando quer chorar e chora em momentos de alegria. Sente-se medroso por pouco, e em situações difíceis, enfrenta um leão com o peito aberto.

 

Não sabe se vai ou se fica; se guarda o dinheiro ou se gasta com a viagem de seus sonhos. Quando sai quer voltar, se fica quer ir.

 

Meu Avô sempre repetia: “Eta bicho complicado que é o homem”!

Canta emocionado cantigas de amor, porém pouco oferece desse amor a quem, de fato, diz amar.

 

Não deseja ir àquela festa, no entanto, fica arrasado por não ter sido convidado. Quer nadar, mas não quer molhar o cabelo, que comer e não engordar, quer brincar na chuva e não se resfriar.

 

Assovia, canta no chuveiro, põe seu gato no colo e o coça sem parar. Come sem ter fome, compra o que não precisa, faz promessas e não cumpre, liga a T.V. para dormir.

 

Sente-se cansado quando trabalha, deprime-se quando fica à toa.

Gente é um bicho estranho!

 

Arrota, boceja, transpira, ronca, tem pedras no rim e coração mole!

Dança, inventa, faz sexo, reza e grita no trânsito…

 

Ah! Meu querido Avô, gente é um grande paradoxo, isso sim!

É um ser finito sonhando com o infinito…

Tem suas superstições e suas devoções …

Tem corpo e alma…

É besta e santo…

Afeta e é afetado…

 

Ser gente é ser inacabado, e em travessia!

Isso não explica um pouco nossas incoerências, Vovô?"


beijos e carinho, bell

psiuu....coisinhas...***

09/11/2016       

psiuu...
bom dia!

que seja doce...

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Não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais; somos também, o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos; somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos, os impulsos a que cedemos..."sem querer"

SigmundFreud

sou apaixonada por tags, compartilho algumas que vi "pelas aí"

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disse yehuda berg:
Podemos sempre encontrar motivo para brigar com os outros. 
Ou podemos optar por aceitar o outro ponto de vista, mesmo que ele não seja, necessariamente, o correto para nós. 
Seja seletivo em suas batalhas. 
Às vezes, a paz é melhor do que estar certo."


 o certo é que a vida é curta....então curta!

beijos, bell

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psiuu....sobre poesia ***

08/11/2016       
psiuu...
bom dia!

que seja doce...

poesia é encantamento, palavras, sons, formas, tudo se encanta quando uma alma qualquer bota pra fora os sentimentos de dentro...

posto texto de Ita portugal:

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“A poesia é tão ampla e indecifrável quanto o amor...

 Poesia é verso, letra, rima. Palavra escrita, gravada, falada, cantada.

Poesia é o coração em melodia afinada.

 É o garoto inventando versos para a primeira namorada.

São os olhos ternos da vovó olhando o vovô de madrugada.

É o colorido das rosas dos apaixonados.

Poesia é o papel cheio de letras dando recado para a vida.

 É a voz cheia de coragem dizendo para o mundo que pra tudo se dá um jeito.

É cheiro da noite e clarão do dia.

 É madrugada com o brilho da lua cheia de inspiração.

 É vento fazendo cafuné.

Poesia faz mudança. Faz com jeito. Faz bem feito. Faz a vida. Faz história. Faz memória. Faz até o inesperado.

 Poesia bota fé onde não existe. Bota ordem nas palavras. Bota a força no peito. Bota o abraço. Bota o amor para fora.

Poesia carrega a alegria. Infesta de intensidade os lugares vazios e sombrios. Traz pureza. Traz certeza. Traz doçura.

Poesia encanta o jovem, o menino, o rapaz e o velho cansado da vida.

Poesia é quase tudo no meio do nada.

Poesia é a letra que combinou com o canto do sabiá.

 É a lua mandando recado para o sol.

É a carta colocada a esmo no vidro e lançada ao mar.

 A lista de sentimentos na porta da geladeira. A voz melodiosa do cantor romântico no bar da esquina.

 É a roda do samba com a moça dançando bonito pra todo mundo ver.

É o coração em silêncio reverenciando a saudade.

Poesia é colo. Afago. Poesia é do povo e o povo é da poesia. Poesia tão nossa. Tão vossa. Tão da gente mesmo.

 Poesia são as cordas vocais da vida em funcionamento.

Poesia então ultrapassa o texto e toma forma... Toma jeito. Toma ar. Toma canto. Toma nota. Toma a vida. Toma a gente.

Poesia é sopro.

Poesia é um baita coração vivendo, sentindo, amando e talvez, também morrendo. “


dia encantado à todos...

beijos e carinho, bell


https://www.youtube.com/watch?v=RKLp_SPmU24

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psiuu...ecaa!! alguém aí gosta das segundas? ***

07/11/2016       
psiuu....
bom dia e linda semana!

que seja doce...

é o que tem pra hoje:

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com tudo isso nem precisa de mais nada....amém!

não sei vocês, mas descobri que sou alérgica à lactose...caraca!!
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a neura tou tirando aos poucos, é meio difícil...hi hiii

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dia iluminado à todos, e antes que alguém pergunte: o que é iluminado, lá vai:

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também penso isso:
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essa é "diretaça" pra uma amiga que amo:
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então é isso....seja calmaria, e tenha dias iluminados...
beijos e carinho, bell

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hi hiii morri de rir com essa paródia, compartilho:

https://www.youtube.com/watch?v=9aG3aB4k6R0

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psiuu....bem vindo ao clube! ***

06/11/2016       

psiuu...
bom dia e lindo domingo!

que seja doce...

 "Só sofro com toda a força do mundo porque amo com a intensidade de um cometa." (Nando Reis)

o fantástico e dramático mundo dos intensos, onde amar, viver, sofrer tem que transbordar, inundar...intensos sorvem até a última gota, esgotam todas as possibilidades

exageram...talvez o sinônimo perfeito para os intensos seja o exagero...

transbordam sentimentos, atropelam sentimentos, dançam até doer os pés, riem até doer a barriga, amam até extenuar, falam demais, ouvem de menos...posto texto de Ester Chaves: o fantástico clube dos intensos.

bem vindo ao clube! 

 

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“Prazer, nasci com a alma transbordante.

Sinto tudo derramando, e não sei explicar porquê acontece e se há algum remédio para isso.

Se houver cura, dispenso. As coisas normais não me atiçam. Não me aceleram. Não me continuam.

Preciso da sofisticação do que é aparentemente simples. Do abraço da brisa nos poros. Dos respingos do sol adornando a tarde. Da carícia na ponta dos dedos, da massagem demorada nas costas. Preciso sentir que há um outro. Preciso senti-lo existindo, respirando perto, pulsando, trocando ideias e experiências. Preciso dessa vizinhança das almas que conversam até mesmo sem nada dizer.

O ritmo lento da normalidade não me empurra, não me anima. Não me agita. Não me faz querer voar para a voragem dos olhares que troco na rua, para os encontros que fazem com que as almas se encaminhem para dentro de si mesmas e se abracem por dentro.

Eu não nasci para o morno. Eu não nasci para a realidade pálida que não se oferece à ousadia. Eu não nasci para os dias parados e sem cores. Eu nasci para pintar. Eu nasci para amar intensamente, de dentro para fora! Por dentro e por fora, sem medo do não e do adeus repentino. O único medo é não avançar quando quero. Não amar quando posso. Quando o coração sinaliza que já não dá para desconversar e mudar a estrada.

Eu nasci para o fogo, para intimidade quente de um cobertor dividido. Para um sorriso que se abre sem procurar motivo. Para o café forte coado no coador de pano. Para o delírio de uma bela canção executada no violino.

Quem é intenso, é delicado, é esvoaçante. Tem renda no pensamento e mania de levitação.

Ser intenso é reconhecer-se em tudo, é colocar borda na alma dos outros. É retirar o tapume dos olhos quando a realidade ameaça a doçura.

Quem é intenso sabe o quanto pode ser considerado estranho por “sentir demais” num mundo de palavras e sentimentos tão mecânicos, onde qualquer demonstração de afeto é confundida com fraqueza.

Fraco é quem não sabe mais sentir. Quem não sabe abraçar com o olhar. Fraco é quem joga a toalha e vive no modo “automático”. Sentindo pouco, guardando emoções para usar depois, estocando sentimento para uma oportunidade especial. Especial é ser intenso. E quem disse que não tem lágrimas?

O coração do intenso não é blindado. Vez ou outra, uma pancada forte o acerta em cheio, e ele, dolorido, reclama, arde, soluça no travesseiro e pede proteção. A tristeza às vezes bate à porta, maltrata, derruba algumas certezas, revira alguns sonhos, esculacha, mas não é capaz de matar a esperança.

A esperança nos intensos é como um membro primordial do corpo, não é possível arrancar. Não se desfaz à toa. A esperança nunca anda só. Quem tem esperança tem artimanha e carta na manga para reerguer o castelo depois da tragédia e ainda sobra disposição para fazer graça.

O grande trunfo do intenso é, sem dúvida, a sua capacidade de não saber disfarçar o que sente. Os sentimentos estão sempre falando alto, se espalhando pelos gestos, orquestrando as ações. O intenso nunca nega o que é. A alma não deixa… “


beijos e carinho, bell


https://www.youtube.com/watch?v=8ftS3Eviz6E
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psiuu....sobre gentilezas... ***

05/11/2016       
psiuu...
bom dia e lindo fim de semana!

que seja doce....

diz o dicionário que gentileza é uma ação nobre, distinta ou amável...mas acima de tudo é sem dúvida uma declaração de amor, amor Universal.

dá pra não se concordar sendo gentil, dá pra se dar nossas opiniões sendo gentil, dá pra argumentar e até discutir sendo gentil.

palavra linda e doce a gentileza...alguns argumentam que muita doçura enjoa, pensei muito nisso...oposto de doçura seria acidez, rigidez, aspereza, pergunto quem merece isso?

falar em doçuras, em gentilezas e afabilidades pode soar blá blá blá...mas é bem melhor do que nos deixarmos   esmagar pelos achismos, individualismos,egocentrismos...sejamos francos sim, sempre! dá pra se ser franco sem machucar ou generalizar...

posto texto “toda gentileza é uma declaração  de amor” de  Josie Conti

 

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"Gentil é aquele que passa pela vida do outro, toca-o com leveza e o marca, onde ninguém mais pode ver.

Lembro-me de que, quando pequena, sempre saia com meu avô pela rua. Figura agradável e prestativa, não economizava sorrisos ou negava favores. Jamais o vi reclamando que alguém não pagou pelo seu trabalho ou que foi explorado. Brincava com as meninas da padaria, dava gorjeta, ajudava aos irmãos, aos filhos e mimava as netas. Quando trabalhava, fazia-o assoviando. O que o tornava tão especial e querido por todos? O que o mantinha nesse estado de equilíbrio com o ambiente? Gosto de pensar que ele era gentil consigo e com a vida.

Todos passamos por situações complicadas. Somos ludibriados, destratados e, muitas vezes, até mal-amados. Sofremos com a falta de dinheiro, temos preocupações com a nossa saúde, com a saúde dos filhos, dos nossos pais, do nosso cachorro. Entretanto, o que difere o ser gentil é que ele não coloca seus problemas no centro do mundo e nem acha que todos têm de parar com suas vidas, porque ele não está bem. O verdadeiro entendedor da gentileza sabe ser suave com o outro, percebe que somos interligados por algo maior que nossos próprios interesses, que as relações humanas são pétalas de uma mesma flor.

Ainda hoje, embora tenham se tornado espécimes raros, diz a lenda que, quando vistos, são facilmente reconhecíveis. São aqueles que nos olham verdadeiramente nos olhos, que, quando íntimos, nos dão abraços apertados, que cumprem suas promessas e que não pensam antes de se levantarem e oferecerem seu lugar no banco.

O ser gentil é naturalmente educado, pois, valoriza o outro como pessoa. Sabe que respeito é afeto, que delicadeza é cuidado, e que toda gentileza é uma declaração de amor."


beijos e carinho, bell


https://www.youtube.com/watch?v=mpDHQVhyUrY

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psiuu....café e coxinhas... ***

04/11/2016       
psiuu...
boa tarde!

que seja doce...

posto texto de Matheus de Souza: “ o que uma coxinha e um café me ensinaram sobre gratidão”, aborda tantas situações, bom pra se pensar...

 

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“Nós temos um tempo limitado na Terra.

Por que desperdiçar nossa energia preciosa nos preocupando com o que os outros estão fazendo ou pensando?

E daí que o cara é crente, ateu, gay, sertanejo, metaleiro, funkeiro, guru, empreendedor de palco,  comunista, fuma maconha ou vota no Crivella.

Tu não paga as contas dele, parceiro.

Foca na tua vida. Tens feito tudo direitinho? Qual tua missão nesse planeta? Já descobristes?

Desde que as primeiras redes sociais apareceram — antes disso, até… cês lembram do Fotolog? — nos viciamos em saber o que os outros estão fazendo. Onde foram no final de semana, se a balada foi top, quem tá pegando quem, quem comprou um pacote da CVC pro Nordeste, quem tá fazendo intercâmbio que o pai pagou, quem tá na merda. Esse tipo de comportamento sempre existiu, é verdade, mas como agora nos expomos mais, as pessoas não precisam sequer conversar umas com as outras pra saber — ou deduzir — o que tá ou não rolando.

Nós desperdiçamos nossa energia mental tendo inveja dos outros, julgando comportamentos ou mesmo tendo uma sensação de felicidade ao ver alguém se dando mal — sério, conheço gente assim. Aí te pergunto: pra quê?

Te dou um exemplo.

Dois, até.

Se teu sonho é viajar o mundo ou algo do tipo, pra quê passar horas do teu dia vendo as fotos das minas do Instagram que são pagas pra isso tomando espumante numa piscina de borda infinita?

Ao menos que você seja masoquista, pare de se torturar com esse tipo de coisa.

Chega um ponto em que as comparações se tornam inevitáveis. “Ela é mais nova que eu“. “Ela tem a minha idade“. Cara, você nem sabe se é a mina é realmente feliz. Tem muita gente que vive de aparências.

Esse tempo que você perde se martirizando, poderia focar suas energias em sair do lugar. Em tirar suas ideias do papel. Em trabalhar duro — acredite, nada vem fácil, inclusive pras minas do Instagram, ou você acha que a vida é espumante na piscina?

O outro exemplo é pessoal.

Tem uma galera que me viu no G1, viu o Projeto CR.U.SH na Folha de S.Paulo e às vezes vê alguém foda compartilhando um texto meu e logo pensa que automaticamente fiquei rico por causa disso.

Se eu recebesse R$1 por clique, realmente, já estaria milionário. Mas, o mundo real não funciona assim, amigo.

Li um desabafo do Murillo Leal do Casal do Blog que me chamou a atenção. Talvez por eu estar passando pela mesma coisa, talvez por, até então, eu também só o olhasse com os olhos de quem não sabe dos corres.

A gente só posta o que queremos que os outros vejam. Ninguém sabe as merdas que passamos. Ou mesmo as merdas que eu passei e continuo passando.

Esses dias postei uma foto minha de madrugada dormindo no aeroporto pra economizar o dinheiro do hotel. Dormi tão mal que até hoje meu pulso está doendo. Mas nêgo não vê e não sabe dessas coisas. Só imagina que eu fui pra SP ganhar dinheiro com alguma coisa — e esse nem foi o caso.

Não imagina, por exemplo, que naquele mesmo dia eu tomei café da manhã com um morador de rua. E que ele me fez ser grato pela minha vida e até pelos meus perrengues.

O cara me abordou na rodoviária de Tubarão (SC) e logo pensei que era um assalto. Julguei pela aparência. Sujo, mal vestido. Mas ele só queria um pastel.

Fomos juntos até a lanchonete.

— Pastel de carne? — perguntei.

— Pode ser uma coxinha, irmão.

— Uma coxinha pra ele.

— Rola um cafézinho pra acompanhar?

— Dois cafés. O teu é preto ou com leite?

— Com leite.

— Um café preto e um com leite, por favor.

O tal cara é o Vinícius. A história dele é a de vários outros por aí. Primeiro entrou nas drogas. Depois perdeu o emprego. Aí perdeu a mulher e, aos poucos, todo o resto. Foi pras ruas no início do ano. Diz ele que não é ladrão e há três meses largou o crack. Só que ninguém tá aí pra ele. Ninguém quer dar uma oportunidade pro Vinícius. A sociedade já o julgou pelo seu passado recente. Ele virou um zumbi, tipo Walking Dead. Anda por aí atrás de alimento só esperando a sua hora.

Esse tipo de convivência é difícil. Precisamos aprender a fazer o bem para outras pessoas sem esperarmos qualquer tipo de recompensa e, principalmente, sem julgamentos. Isso se chama empatia. Naquele momento a única coisa que estava ao meu alcance era a coxinha e o café com leite. Não lhe dei uma oportunidade, não lhe arrumei um emprego, não lhe dei um teto, mas matei sua fome naquela manhã. E eu não sei vocês, mas, se eu tô com fome, não consigo nem pensar direito. Imagina viver isso diariamente, cara.

À noite, naquele mesmo dia, lembrei do Vinícius quando me deitei num banco do aeroporto de Guarulhos e não conseguia dormir por estar desconfortável. Quero dizer, eu estava reclamando por ter que passar por aquilo — e hoje ainda o fiz, ao reclamar do meu pulso — naquela noite, mas e essa galera que dorme nas ruas todos os dias? Mano, eles não deixaram de ser humanos porque se viciaram numa droga ou perderam seus empregos e suas casas. Para de tratar teu cachorro melhor do que um dos nossos, porra.

A lição que tirei disso tudo e quero compartilhar é que, independente de sermos bem sucedidos ou não, dormirmos num hotel de luxo, num apartamento pequeno, num aeroporto ou nas ruas, nunca poderemos ter tudo o que queremos.

Naquele dia o Vinícius só queria um pastel. Ganhou uma coxinha e um café com leite. Ficou satisfeito, mas lá no fundo ele também queria uma casa e um trabalho. Já eu só queria fazer uma boa viagem e não ser perturbado por pedintes.

A real é que a felicidade não é ter tudo no mundo. Pelo contrário, a felicidade está em ser grato por todas as bênçãos que já temos. Independente se você acredita ou não em algum Deus. Sem julgamentos, lembra?

PS: No dia seguinte, em Florianópolis, fui abordado por um outro homem. Dizia ser de Porto Alegre e já ter dormido cinco noites naquela rodoviária. Só queria voltar pra casa e estava sem grana pra comprar a passagem de volta. E eu puto porque passei uma noite no aeroporto…”


beijos e carinho, bell

psiuu...sobre desabafos... ***

03/11/2016       

psiuu...
bom dia!

que seja doce...

compartilho um texto de Alan lima, fala sobre tristezas e desabafos...todos carregamos tristezas, incertezas e indefinições, fora a “dita” saudades que nos corrói...

tem dias que mesmo tendo emprego, família, amigos, alguém especial na nossa vida, bate uma tristeza tão forte que sai pelos poros todos...é como se algo estivesse errado ou faltando...sentimento inexplicável! antes sensações assim me deixavam estática, parava a vida, e ficava prostrada tentando entender...agora essas tristezas (indefinidas) fazem parte do meu dia-a-dia...saio vivendo com ela por aí....

 

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“Um carta para quem precisa demais desabafar:

“Estar triste não é imoral.”

Estou triste. Eu às vezes sinto como se ninguém estivesse se importando comigo.

E como se eu fosse alguém que despertasse incômodos. Talvez eu seja. Talvez seja tudo coisa da minha imaginação.

Tenho medo de me expressar. Quando me expresso eu me julgo.

Digo para mim “Não diga isso.” Eu tenho medo do erro, ter medo do erro é sentir uma insegurança enraizada.

Já pensei em morrer hoje.

Mas não morri, estou vivo.

É um dia difícil como outros dias foram difíceis. Me sinto profundamente sozinho e incapaz de sair de mim. Parece que falo outro idioma. A minha língua me sufoca. Eu inspiro e respiro.

Não passa tão rápido quanto eu gostaria. Tenho dificuldade de confiar respostas a alguém e de me abrir.

É difícil, porque eu acho que do outro lado há um juiz implacável.

Talvez eu esteja me vendo no espelho. Eu sou meu juiz implacável.

Mas a voz de outros também são. Não estou com raiva de ninguém, nem revoltado, estou triste.

Uma tristeza conformada. E escrevo pra alguém. Se você for esse alguém, por favor, aqui estou eu. Também estou triste. E me sentindo sozinho. Posso acompanhar a sua solidão?

É um dia difícil, como outros dias são difíceis. Não é o primeiro, nem será o último. Não vai dar tudo certo, entenda.

Mas vai dar tudo. Tudo é muita coisa. Tudo é muito mais que certo. É melhor dar tudo do que certo. Porque dentro de tudo há milhares de coisas melhores e mais úteis do que o “certo”.

 

Se você é alguém que ao ler essas palavras sente pena, essas palavras não são para você.

Piedade a gente tem de quem peca. Sofrer não é pecado. Estar triste não é imoral.

Ninguém precisa sorrir e abraçar o mundo inteiro forçado. É violento exigir alegria. Faz parte o dia ruim, a gente não quer fugir do dia ruim, nem disfarçá-lo.

A gente é feito de carne, osso e memórias.

Meu peito, meus braços, minhas pernas, tudo é água e saudade. Você sente saudades de você mesmo? De outra pessoa que você foi dentro da pessoa que você é? Não tem volta não. Já somos outros e seremos pessoas inéditas daqui pra frente.

Eu estava triste e desabafei. Não sou mais o mesmo. Nem você é.

A gente é feito de carne, osso e memórias. E quando a carne, o osso e as memórias ficam tristes é um dia difícil, difícil, difícil.

Mas é um dia ainda. É um tempo ainda. E o tempo passa.

Minha tristeza deseja fortemente que a sua tristeza seja forte e consiga descobrir essa piegas, profundamente brega, verdade: Viver é aceitar a morte de uma esperança,

dar lugar ao nascimento de outras esperanças.

 Eu estava triste e escrevi esta carta cafona. Mas sinceramente, quem não se permite cafonices ou é feito de pedra ou é feito de besta.”


beijos e carinho, bell


https://www.youtube.com/watch?v=YGAOWSaRKJQ

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