Um olhar demorado.

 
Procurando por: amizade, entretenimento
Registro: 04/07/2019
Apaixone-se pelo clichê, porque no fim a vida é um grande clichê.
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Antes que eu conte até três.

21/08/2019       


Sou inteira demais para gente pequena, que caminha com meias verdades. Jogo de interesses e manipulações me deixam enjoada. 
Quando estendo a mão e abro espaço no meu coração, acredito em sintonia, mas se não for reciproco, não perco tempo não!
Gente mal resolvida precisa de psicoterapia para aprender minimamente sobre relacionamentos. 
Povo doente faz reféns...
Se enxerga, se recolhe, se desintoxica, porque no fim do dia, as máscaras caem, a maquiagem escorre e a tua essência aparece.
Como disse a Virgínia Mello: “Não tenho tempo para ilusões, meu saldo se esgotou por dez vidas! Quero a verdade, a realidade, os pés no chão. 
Quero sentir que estou no caminho certo. E se os dias não me apontarem essa direção, mudo a rota, sem medo. E até que pegue o atalho certo, o meu nome é recomeço..."

Marisa Carelli

https://www.youtube.com/watch?v=bgjUzhdmmF0


Infinito Particular

20/08/2019       

Olá..Boa leituta

Ah, quer saber o que eu penso? 
Você aguentaria conhecer minha verdade? 
Pois tome. Prove. Sinta. Eu tenho preguiça de quem não comete erros. Tenho profundo sono de quem prefere o morno. Eu gosto do risco. Dos que arriscam. Tenho admiração nata por quem segue o coração. Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. Dar a cara a tapa! Ser louca, estranha, linda, chata! Eu sou assim. 

Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Tenho uma tpm horrível. Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio.Vire meu mundo do avesso! Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir... 
Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar e ficar com cara de sapo. Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome.
Te pergunto: você aguentaria viver na montanha-russa que é meu coração? 
Me desculpe. Nada é pouco quando o mundo é meu.

_Fernanda Mello

https://www.youtube.com/watch?v=T67VQcHb7io

A mulher careca.

19/08/2019       

Olá! Boa leitura.

Estávamos as duas tomando um chá de cadeira porque o sistema havia caído (adoro a piada que diz que antigamente lutávamos para derrubar o sistema e agora, quando ele cai, é sempre um suplício). Eu estava renovando o meu passaporte e ela fazendo o seu primeiro. Já havíamos entregado os documentos e cada uma estava sendo atendida por um funcionário, uma mesa ao lado da outra. Faltava apenas tirar as fotos, mas precisávamos esperar.
Puxamos conversa. 
Ela estava preocupada justamente com a questão da foto. Perguntou para mim se precisaria tirar o gorro que usava. Respondi que sim, ninguém pode tirar fotos para passaporte usando chapéu ou algum outro adereço que dificulte a identificação. Nem sorrir podia. Foi então que ela me disse que estava em tratamento contra um câncer de mama. 
Não havia um fio sobre a cabeça. Não sei se a preocupação dela era com a vaidade (o local estava apinhado) ou se tinha receio de que, quando fosse viajar, as fronteiras estrangeiras a barrassem por não ser reconhecida com um longo cabelo loiro, ou com um farto cabelo crespo, ou com uma
penugem grisalha – não sei o que viria quando o tratamento acabasse, mas viria. 
O sistema voltou e deram prosseguimento aos trâmites. O funcionário que a atendia avisou que, por fim, era hora de tirar o gorro. Ela me olhou, suspirou fundo e o tirou bem lentamente, como se evitasse chocar. Foi então que vi o quanto ela era bonita. Seus olhos eram claros, eu não havia reparado. De um segundo para outro, pareceu bem mais jovem. Metida que sou, disse a ela: tire a foto e não volte a colocar esse gorro (quase disse “esse gorro medonho”, mas calei a tempo). Você é linda. Ela era linda.
Esse pequeno recorte de uma tarde de terça-feira ficaria sem registro se, ao retornar para casa, não tivesse me dado conta de que estamos em pleno Outubro Rosa, o mês em que a sociedade se mobiliza para conscientizar as mulheres sobre a importância de se prevenir contra o câncer de mama. Eu já fiz minha mamografia anual mês passado e quem ainda não fez, estando acima dos 40 anos ou tendo casos de câncer de mama no histórico familiar, deve se mexer. Adiar pra quê? 
Não sei o nome da moça. Estava acompanhada do marido, mas não o vi. Era uma mulher tranquila. Contou que estava tratando a reincidência do tumor, e falou isso com uma calma que fazia parecer que era apenas uma chatice. A vida a chamava. 
Claro. Quem faz passaporte, tem um plano. Seja qual for, envolve deslocamento, busca, avanço, movimento. 
Coisas boas. 
No momento da foto ela não sorriu porque não podia, mas tinha um acessório secreto que ninguém a impediria de usar, a danada da confiança.

Martha Medeiros

Dance mesmo sem pensar :)

18/08/2019       



   Penso como vai minha vida
Alimento todos os desejos
Exorcizo as minhas fantasias
Todo mundo tem um pouco de medo da vida
    Pra que perder tempo desperdiçando emoções
Grilar com pequenas provocações?
Ataco se isso for preciso
Sou eu quem escolho e faço os meus inimigos
    Saudações a quem tem coragem
Aos que tão aqui pra qualquer viagem
   Não fique esperando a vida passar tão rápido
A felicidade é um estado imaginário
Não penso em tudo que já fiz
E não esqueço de quem um dia amei
    Desprezo os dias cinzentos
Eu aproveito pra sonhar enquanto é tempo
Eu rasgo o couro com os dentes
    Beijo uma flor sem machucar
As minhas verdades eu invento sem medo
Eu faço de tudo pelos meus desejos
    Saudações a quem tem coragem
Aos que tão aqui pra qualquer viagem
Não fique esperando a vida passar tão rápido
A felicidade é um estado imaginário
Pense e dance
Pense
Pense e dance

    Cazuza

 

Desculpe por chorar...

16/08/2019       


Olá..Boa leitura.

Por que raios a gente pede desculpas por se comover? Lembrei de algumas pessoas que já caíram em prantos na minha frente escondendo o rosto envergonhadas, e as compreendo, pois também tenho vontade de sumir quando choro diante dos outros. 
Os psicanalistas, acostumados a debulhações diárias em seus consultórios, poderiam responder: quando acontecem, seus pacientes costumam se desculpar? 
Ninguém tem culpa alguma de sofrer, ninguém tem culpa por se sentir frustrado, ninguém tem culpa por sentir saudade, ninguém tem culpa por não conseguir reagir a seco às suas desordens internas. Deveríamos, sim, é nos sentir orgulhosos por não frear nem disfarçar nossas emoções, por permitir que elas extravasem, autorizando os outros até testemunharem esse momento em que estamos tão desprendidos, sendo tão humanos. 
Curiosamente, o contrário não envergonha. Mais do que nunca, as pessoas têm sido grosseiras, estúpidas, deselegantes no trato, e não lhes bate um pingo de remorso, nenhuma inibição. Pedir desculpas, nem pensar.
Então por que pedir perdão por algo tão bonito, que é estar emocionado?
Acho que a pessoa emocionada se desculpa pelo constrangimento involuntário que causa aos outros. Sabe que a plateia, seja ela formada por várias pessoas ou por uma só, se sente fragilizada diante de uma pessoa comovida. Ao testemunharmos alguém em situação tão delicada, não sabemos como agir, o que dizer. Quando alguém chora à minha frente,
pareço uma pateta, não sei se abraço, se finjo que não está acontecendo nada, se começo a chorar também. Quase sempre começo a chorar também. 
É por isso que certas pessoas pedem desculpas pela própria comoção. Sabem que a emoção exposta não deixa ninguém indiferente, exige uma reação, e eles não querem dar trabalho. Pois é, os sentimentais têm dessas nobrezas.

Martha Medeiros

Devemos ver o que há além dos olhos.

15/08/2019       
Queria estar escrevendo mais um dos meus textos melosos direcionados à olhares castanhos, pupilas dilatadas ou corações fuzilados pela paixão, textos que as pessoas sempre imaginam que parte de alguma paixão real mas que só existe nas minhas ficções. Porém, hoje eu quero falar sobre olhares tristes, sobre silêncios que gritam e o mundo não escuta. Sobre dores que apertam e ninguém em volta percebe.
Sobre tristezas camufladas em gargalhadas e expostas em semblantes abatidos. Hoje eu quero escrever sobre a doença que afeta 4,4% da população mundial. Sobre o mau que afeta 322 milhões de pessoas no mundo e ainda há quem veja como frescura. Há quem julgue como falta de Deus ou ausência de fé.

Atualmente vivemos no pais recordista em transtornos de ansiedade e depressão, um mundo onde pessoas esperam todos os dias por um socorro, por alguém que chegue acendendo a luz do quarto escuro que foram trancadas. E acredite, não é falta de fé, não é falta de Deus, não é convite para holofotes nem centralização de atenção. Juro que queria estar escrevendo sobre coisas bonitinhas, algum texto motivacional ou aleatório para os casais apaixonadinhos, mas eu precisava muito falar sobre o famoso "mal do século". 

Se você tem um amigo que sumiu dos encontros semanais, uma amiga que não aparece mais na igreja, um primo que sempre está ocupado, até mesmo um irmão que sempre tem algo para fazer e não aparece nas reuniões familiares, os observe. Os procure. Os escute. Acenda a luz do quarto antes que eles se tranquem. Os abracem mais, os façam sentir que não estão sozinhos e os passe a segurança para colocarem tudo que dói para fora do peito. Eu sei, todo mundo tem dias difíceis, todo mundo precisa ser cuidado e nós podemos nos resgatar. Cuide e proteja quem você ama, esse gesto não só salvará teu próximo, mas irá regenerar a ti também.

Texto: Citando Amor / Josseny Kenny

Não viva com moderação.

14/08/2019       
Keanu Reeves escreveu: 

“a mãe do meu amigo comeu coisas saudáveis durante toda a sua vida. Nunca consumiu álcool ou qualquer "comida ruim", faz exercício todos os dias, muito ágil, muito ativa, tomou todos os suplementos sugeridos pelo seu médico, nunca foi pro sol sem protetor solar. E quando o fez foi pelo período mais breve possível. Foi assim que praticamente protegeu sua saúde ao máximo. 
   Ela agora tem 76 e tem câncer de pele, câncer de medula óssea e a osteoporose.

    O Pai do meu amigo come bacon, manteiga, gordura e nunca se exercita, sai ao sol e arde às cinzas todos os verões, basicamente focou em viver a vida ao máximo e não como outros sugerem.
Ele tem 81 e os médicos dizem que a sua saúde é de uma pessoa jovem.

    As pessoas não podem se esconder de seu veneno, leia as palavras da mãe do meu amigo: "se eu soubesse que minha vida ia acabar desta forma, teria vivido mais e desfrutado tudo plenamente"

    Nenhum de nós sairá daqui com vida, então por favor pare de se tratar mal, até com os pensamentos. Come a comida deliciosa. Caminha na luz do sol. Salta no oceano. Diz a verdade que tens no teu coração como um tesouro escondido. Seja gentil. Não há tempo para mais nada".

   

Antes "sozinha" do que brutalmente acompanhada.

13/08/2019       


Afora alguns poucos que acreditam que discutir o feminicídio é mimimi, a maioria da população reconhece a estatística brutal constatada diariamente: muitas mulheres morrem pelas mãos de seus namorados, maridos e amantes. O mundo evoluiu e ainda assim os homens (os ignorantes, óbvio) ainda se consideram donos de suas parceiras, e quando a relação se desfaz, eles se desestabilizam e as matam, cumprindo a lógica doentia dos machistas: “se não será minha, não será de mais ninguém”. Bang.
Diante desta realidade, é natural que haja uma grita geral buscando conscientização e punição. Porém, não podemos esperar que o machismo retroceda apenas porque fazemos campanha pra isso – o processo é lento, ainda mais em países como o nosso, com baixa escolaridade e carente de uma visão social moderna e progressista. 
Quem pode nos ajudar a apressar a chegada do novo mundo? Nós mesmas. 
Ainda persiste no inconsciente coletivo (lembra dele?) que mulher solteira não tem valor, ou tem menos do que uma mulher casada. 
Podemos criar filhos sozinhas, sustentar a casa sozinhas, mas se não tivermos uma relação amorosa, somos vistas como seres mutilados. Pior: não são apenas os homens que veem a mulher sozinha como uma pessoa inferior e mal afortunada. 
As próprias mulheres enxergam as outras desse modo. Estamos sempre tentando arranjar um pretendente para uma amiga avulsa – o que não deixa de ser um gesto carinhoso, já que viver a dois é mesmo um luxo. Mas não se trata apenas de generosidade, há também um secreto incômodo de conviver com uma pessoa que é ímpar, e não par. O par é sinônimo de estabilidade, já o ímpar é sempre um ponto de interrogação. Como consegue viver sem apoio, sem associar-se, sem compartilhar? Como consegue se satisfazer 
com rolos esporádicos e sexo casual? De onde essa força estranha? Preferimos acreditar no romantismo que a bossa nova consagrou como verdade: ninguém pode ser feliz sozinho. Sorry. Pode ser feliz, sim. 
A visão apocalíptica e catastrófica da solidão foi extinguida, mas não a ponto de libertar as mulheres do destino obrigatório de ter uma relação a fim de ser valorizada. E aqui voltamos ao assunto feminicídio. Os primeiros meses de namoro são só flores, beijos e apelidinhos. Então a intimidade aumenta e a gente percebe a verdadeira natureza do nosso mozão. Se ele for violento, vai dar bandeira. Vai pegar no braço com força demais, vão rolar uns empurrões, ele vai ser agressivo e depois dará a desculpa de que estava de pileque. Hora de fazer uma revisão naquela letra de música: ninguém pode ser feliz vivendo ameaçada, isso sim. 
Tchau, brutamontes. Sozinha de novo, lá vou eu. 
O feminicídio vai diminuir quando os homens forem menos machistas, óbvio. Mas também quando as mulheres perderem o medo da opinião desta sociedade fixada em formar casais a qualquer custo.

Martha Medeiros

Sem olhar para trás.

12/08/2019       

Olá! Boa Leitura.


    Os homens caminham pela face da Terra em fila indiana, cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás. 
    Na sacola da frente, nos colocamos as nossas qualidades.
Na sacola de trás guardamos os nossos defeitos. 
    Por isso, durante a jornada pela vida, mantemos os nossos olhos fixos nas virtudes que possuímos, presas em nosso peito. 
     Ao mesmo tempo, reparamos impiedosamente, nas costas do companheiro que está adiante, todos os defeitos que ele possui. 
    E nos julgamos melhores que ele- sem perceber que a pessoa que está atrás de nós, está pensando a mesma coisa a nosso respeito." Isso ai acima nada mais é do que a verdade nua a e crua. 
    Quantas e quantas vezes não agimos desse modo? 
    Não pensamos que somos invencíveis e perfeitos, esquecendo de nossa sacola logo atrás?    
     Esquecemos que nem todos tiveram as mesmas oportunidades na vida, que tudo é uma questão de estar no lugar certo e na hora certa.    
    Não somos perfeitos, somos apenas meros mortais. 
    O ideal seria se estivéssemos sempre frente a frente com nossos semelhantes, que sempre nos encárassemos de frente, e ao darmos as costas um ao outro déssemos ao mesmo tempo. 
    O grande mal do mundo somos nós mesmos, com nossos preconceitos e racismos. É fácil, extremamente fácil apontar o dedo para o outro, mas quando o dedo é apontado em nossa própria direção as coisas tomam outro sentido, ai dói na pele. 
    E o mais importante de tudo:"Para Deus estamos todos na mesma altura". 
    Então desça do salto alto, olhe sua sacola que está atrás, faça um balanço e aceite que você não é perfeito. 
    Façamos um balanço de nossas vidas.
   Ainda há tempo de mudar. Eu estou tentando.

     -Gilberto de Nucci

   

A hipocrisia nos chama, mas não devemos atendê-la

09/08/2019       

Vivemos tempos fartos de pessoas externalizando meditação, autocuidado, terapias alternativas e curas da alma.
Ninguém pode dar o que não tem. Quando tem e é mirrado deve buscar a abundância, para então, com a autoridade de quem alinha discurso à teoria, poder buscar cuidar do outro, se é o propósito a que se destina ou pensa destinar-se.
Muitos pajés em má companhia. 
Muita companhia jurando pajelança. Muita campana em torno dos segredos da fortuna e do talento. Pouca vocação e silêncios de medo. 
O medo nem o diabo ambiciona.
Nenhum índio invocando a cura de si mesmo.
Árvores cortadas com seus feixes mais frondosos, sem a paciência da amizade com as raízes-do-afeto. Não as dialogadas, mas as capazes de serem realizadas.
Muito divã e pouco Freud.
Muita coluna ereta e pouca linha reta.
Muito lêlêlê e pouco "vim aqui fazer".
Cumprir virou desistir.
Internalizar virou impressionar.
Meditação. Meditar sim, mas, e a ação?
Constatação da inanição do caráter explica a falta de solidez no discurso.
Poderia ser um discurso político. Mas é só um basta à falta de decência.

|Cláudia Dornelles|

Páginas: 4