dulcor

Registro: 30/09/2007
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Nota zuada, Robinho e Gang bang

17/10/2020       

Sábado não tem lei, porque é dia de eu entornar e isso independe de ser ou ou não dia noite de plantão, se bem que não é o caso. Cheguei hoje e já enchendo o pé, no aconchego do lar e esperando o plantão de amanhã à noite.

Mas vamos ao que interessa, sem rodeios.

E o Robinho hein? Condenado por estrupo estupro coletivo.

E eu nem vou entrar no mérito da condenação, porque não sou juiz e tampouco sei dos detalhes do caso.

Mas o curioso é a situação em si.

Estupro coletivo.

Robinho e uma rapaziada praticaram sexo com uma moça albanesa.

Daí eu fui no google saber o nome da prática sexual que envolve vários homens e uma mulher (rs), e me deparei com a definição “gang bang”.

Sério isso?

O fetiche é foda. E a galera anda confundindo filme pornô com realidade.

O lance é o seguinte:

Um gang bang, quando não praticado em filme pornô ou com uma prostituta profissional (com documento de consentimento assinado), tem todas as chances da dar uma merda astronômica!!!

Foi o que aconteceu com o Robinho e sua trupe, que também deve ser condenada, se é que já não foi, eu não sei.

E, particularmente, esse lance de sexo grupal, além de impessoal demais, expõe física e psicologicamente os envolvidos, ainda que se use preservativos, que os participantes sejam envolvidos por uma emoção momentânea da atmosfera, enfim...

Mas não julgo e respeito quem sustente o fetiche, mesmo que motivado pelas produções milionárias da indústria pornô, que é uma das mais prósperas porque remunera mal os protagonistas porque subliminarmente deixa subentendido que deve pagar menos àqueles quem fazem do prazer a sua profissão.

Contudo, leis devem ser seguidas, e o respeito posto em pauta.

Além do mais, eu prefiro curtir sozinho aquilo que é meu. O barato é maior e transcende quaisquer fetiches. A individualidade tem tudo a ver com intimidade (particularmente, sem cansar de repetir).

E ainda que perdure as fantasias e afins, a integridade física e psicológica de si mesmo e de outrem devem ser preservadas e postas a frente de quaisquer fantasias.

Não sei se o Robinho é culpado ou inocente pelo suposto crime, pois não acompanho o caso.

Mas deveria pagar caro, e à parte, pela burrice e “bisonhice”.

 

FSdN

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=aIqALWIjnSg

Vida, problemas e problemáticos

15/10/2020       

Viver é um barato, e eu sempre me senti um privilegiado diante da vida, pelo menos até aqui.

Embora não seja rico, tenho o que preciso, o que basta para que eu possa afirmar que eu vivo ao invés de sobrevivo.

Me sinto grato por não ter um problema de saúde que comprometa minha capacidade de trabalhar. E como eu trabalho duro!

Não tenho tudo que quero, mas o simples fato de respirar anuncia que ainda há tempo.

Sempre pensei que a felicidade não se define como um local que fazemos de morada (se não me engano alguém disse isso primeiro que eu), mas se eu morresse hoje não titubearia em dizer que fui feliz.

Problemas? Quem não os tem? E até acho que a gente aprende a valorizar os momentos felizes graças à motivação dos problemas.

Problemas fazem parte de nossa jornada e, sem querer fazer trocadilho (mas já fazendo), eu não tenho nenhum problema com isso, desde que os problemas sejam de ordem natural, imprevisível e fora de nosso alcance em evitar.

Confesso que não sei lidar muito bem com problemas que poderiam ter sido evitados, principalmente quando esses problemas são causados por pessoas à volta, sejam amigos ou familiares, enfim, pessoas que amamos.

Quando eu tenho de lidar com um problema que eu criei porque não tive o cuidado de evitar, me consola o fato de ser eu, não os outros, o protagonista do problema.

Contudo, me irrita e me tira do sério profundamente àquelas pessoas cujos problemas que poderiam ser evitados conseguem atingir todos à sua volta.

Geralmente se tratam de problemas causados porque alguém repetiu um mesmo erro ou talvez porque simplesmente não usou a experiência da vida para mudar alguns hábitos e comportamentos.

Os problemas das pessoas que amo são também meus problemas, e eu não abro mão disso. Quero muito participar daquele momento difícil de circunstância não planejada.

Mas de forma alguma quero ser atingido pelos problemas que alguém causou porque simplesmente é orgulhoso o suficiente para não mudar a postura da própria conduta.

Isso fica evidente, por exemplo, naquela briguinha entre membros de família que cria um mal estar para todos à volta porque os envolvidos são vaidosos o suficiente para não serem flexíveis e, o pior, estagnados diante de erros e deficiências que ambos não têm o mínimo interesse de mudar.

Tem também aquele típico exemplo de alguém que a gente ama estar enfrentando problemas financeiros porque não tem nenhum planejamento que o faça discernir que se coloca a mão onde se alcança.

Enfim, pessoas problemáticas trazem todos à volta para dentro do olho do furacão do próprio inferno que elas edificaram ao negligenciar as próprias falhas que abstiveram em corrigir.

Viver é bom, e é Divino, mas não é fácil. Torna-se mais difícil ainda quando adicionamos aos percalços da vida nossos ingredientes derivados de nossas deficiências.

Por isso que entendo que viver representa “mudanças”, e elas estão explícitas no tempo. A gente nasce, cresce, envelhece e morre, fisicamente falando.

Uma vez, conversando com alguém que aprecio muito, disse que não quero morrer sendo a mesma pessoa. Quero mudar porque o que mais a vida representa senão que uma jornada para lapidar a si mesmo? Quero morrer sendo uma pessoa que corrigiu o máximo de defeitos que ela reconheceu em si.

Ninguém é perfeito, mas o pior dos imperfeitos é aquele que desdenha a própria capacidade de mudar algo em si, no qual ele mesmo seria o maior beneficiado.

 

FSdN

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=mnMCCfc8ICs

Trabalho, pobre e lascado

13/10/2020       

Digamos assim que eu passei um feriado meio que infernal.

Antes de mais nada, desde umas semanas eu estou em dois trabalhos, e não é trabalho de macumba não, daqueles que alguém desova um despacho maroto na encruzilhada pra fechar meus caminhos, literalmente e no sentido figurado.

Apenas quero dizer que estou em dois empregos. Aliás, apenas é o caralho coisa nenhuma, porque ando cansado demais.

Mas eu resolvi ficar menos pobre rico, e pra tal existem 4 alternativas: roubar, sequestrar, ganhar na loteria ou TRABALHAR.

Resolvi a última opção porque as duas primeiras são de risco, e a terceira é foda, enfim, me resta TRABALHAR.

Daí minha chefe resolve me ligar em pleno feriado, porque uma galera no trabalho resolveu faltar (advinha por quê?) e sobrou pra mim. Encarnei o espírito mercenário que estava há muito adormecido dentro de mim e negociei umas boas horas extras e lá fui eu trabalhar (no emprego numero 1, o oficial).

E já no caminho eu começo a ficar puto quando me vejo diante de um monte de gente lotando os meios de transporte porque estava indo curtir o feriado. Bateu uma raiva danada por causa da inveja de não estar no lugar deles que enquanto tava todo mundo indo se divertir, eu estava indo trabalhar.

Eu juro que agourei, e torci pra cair uma chuva daquela de granito granizo pra fuder acabar com o feriado de todo mundo. Mas depois me arrependi.

E quando chego dentro do metrô, um pouco além da metade da viagem, um sujeito abre uma caixa de isopor e sai aquela sublimação do gelo seco, e o arrombado me puxa uma brahma estupidamente gelada. Nem esperei chegar na Siqueira Campos e saltei na Cardeal Arco-verde, fortemente nervoso.

Olha, eu até desisto de contar o resto da história e pulo pra conclusão.

Eu vou continuar pobre, que é o melhor. Pelo menos eu ando sozinho com minha pobreza e não carrego ninguém comigo pra sofrer as consequências dela. Isso ninguém pode me acusar.

Juro que tentei ficar rico, mas quase morri tentando, e o pior, ia morrer pobre. Melhor ser um pobre vivo.

Vou sair do outro emprego.

 

FSdN

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=56eF6ACuihk

E o plantão do cotidiano corre solto

11/10/2020       

E o PIX vem aí

Superficialmente parece uma boa ideia um sistema de pagamento instantâneo que funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, ao mesmo tempo que aquelas taxas chatas deixam de ser os parasitas das contas correntes, possibilitando transferências imediatas, e melhor: de grátis!!!

Mas sei lá, sabe como é né, tudo que vem do governo me deixa meio assim, cismado e desconfiado...

É um tanto estranho, por exemplo, que uma ideia genial como o PIX surja no meio de um momento em que um imposto similar a CPMF está prestes a ser implementado.

Dá a impressão que primeiro o governo quer integrar ou contabilizar o máximo de brasileiros dentro das movimentações financeiras, tendo o PIX como atrativo, e depois aplicar o imposto.

Não sei se é ignorância de minha parte, mas não estou conseguindo evitar a relação entre um imposto novo com o lançamento do PIX.

Em se tratando de Brasil, a pergunta que não quer calar é: o que é grátis sairá caro?

VAR

Futebol tá chato pra caralho caramba.

Partidas são interrompidas por um tempo astronômico, às vezes até esfriando as emoções de um jogo corrido, em função de um lance que poderia ser simplificado se um juiz apenas exercesse o propósito pelo qual foi escalado.

As comemorações até perderam o sentido. Um time faz um gol e a torcida não sabe se pode comemorar, porque o VAR pode invalidar o gol.

Nem sempre tudo que é muito certinho é positivo.

Sempre achei legal o “tira-teima” imposto por câmeras bem posicionadas, até o momento em que eles passaram a interferir nos jogos.

Enfim, faz mais de dois anos que não acompanho futebol por causa do VAR.

E as eleições estão aí

O que não faltou esse ano foram críticas ao isolamento social, que deveria ter sido assim, assado, cozido ou frito, mas é impressionante como todo mundo se cala diante das eleições prestes a serem realizadas. Tanto a situação quanto a oposição se esqueceram da pandemia e isolamento social. E vamos às campanhas.

E o Brasil mostra porque é Brasil já nas eleições, quando avaliamos os nomes de candidatos.

Por aqui vi o “Advogado de Deus” como um exemplo de que as coisas não são levadas a sério por quem deveria se apresentar como solução de nossos problemas. É o mais do mesmo, e as pessoas acham isso engraçado (de fato é) e acabam votando nesses candidatos por motivos que deveriam ser para que não votassem neles.

Eu não entendo muito de política, mas sigo meus critérios ao ceder meu voto.

O principal deles é riscar da lista o candidato que mendiga voto como se o favor fosse feito para ele. Ora, se ele se apresenta como solução, o voto deveria ser um favor para nós eleitores, não candidatos.

Do resto, é se ligar nas alianças e também nas doações de campanhas.

Lembre-se, estamos no Brasil, onde doações para políticos significa que tem algo muito errado, e que o fulano pode não gostar de ciclano, xingar a mãe dele e etc e talz, mas se os partidos disserem que eles devem ser aliados, ignoram a moral e a índole em nome de que? Da política.

Afinal, política é isso aí.

 

FSdN

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=hyzsV0EuFok

E. V. H. ...

07/10/2020       

Morreu no dia 6 de outubro de 2020 o maior guitarrista de todos os tempos.

— Ora, só porque ele morreu!

Não. Na minha nota de 02 de maio eu havia afirmado que Eddie Van Halen é o maior guitarrista de todos os tempos (na ocasião, no presente).

Eddie era autodidata, aprendeu a tocar guitarra sozinho. Até então tocava bateria, e seu irmão Alex guitarra. Mas logo o talento o fez trocar de instrumento com seu irmão. Se tornou um exímio guitarrista, enquanto que seu irmão um baterista poderoso. Era o esboço do Van Halen.

Eddie criou a Frankenstrat, uma alusão a Frankenstein, pois construiu a guitarra personalizando componentes. Um guitarrista normal apenas toca o instrumento. Eddie construiu o seu porque queria a própria identidade sonora. A referência da Frankenstrat eram as marcas de queimadura de cigarro na madeira onde se fixa as cordas, o possível vilão que fez a morte cobrar seu boleto.

Além da Frankenstrat, Eddie construiu a Bumblebee e essa guitarra tem uma história legal: O guitarrista do Pantera, Dimebag Darrell, receberia de presente de Eddie uma réplica da Bumblebee. Mas o guitarrista foi assassinado em pleno palco. No velório, Eddie não titubeou: “um guitarrista original merece a bumblebee original.  

Eddie executou o maior solo de guitarra de todos os tempos: Eruption. Antes da execução ao vivo, o solo no álbum de estúdio era de tamanha complexidade que fez muitos acharem ser “fake”. Eddie foi e fez ao vivo, em show que não me lembro em que ano foi, e nem me importa a essa altura.

Eddie aperfeiçoou a técnica de tapping, e estava explicado a complexidade de “eruption”. Tapping consiste em bater as pontas dos dedos nas cordas ao invés da dedilhada ou palhetadas clássicas. Um solo perfeito, dada a abertura e agilidade dos dedos, sem contar a criatividade em tirar sons do instrumento.

Eddie executou outro que seria um dos maiores solos de todos os tempos, em “Beat It”, de Michael Jackson, solo que executou em apenas dois takes, e sabe quanto custou sua participação na música do astro POP? Apenas umas cervejas. De grátis, no 0800.

Eddie era holandês, que cedo se mudou para os EUA e se naturalizou.

Eddie fez o Van Halen pra mim, como se soubesse que alguns anos depois eu nasceria.

Eddie de “Jump”, de “Dance night away”, “Panama”... de baladas como “Love walks in” e a minha preferida: “When it’s love”.

É muito triste que, diferentemente do dia 02 de maio, eu venha conjugar o verbo ser no passado: Eddie foi o maior guitarrista de todos os tempos até aqui. Um dos poucos e raros ídolos que tenho.

 

FSdN

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=L9r-NxuYszg

https://www.youtube.com/watch?v=oRdxUFDoQe0

https://www.youtube.com/watch?v=OZGXRCI-JzQ

fdae32817d45979d8f7c7eaeab6d3304

Perdão...

04/10/2020       

As condições de perdoar ou pedir perdão representam uma faca de dois gumes.

Mais nobre do que pedir perdão é perdoar, e ambos não são para os fracos e ruins, mas para os bons e fortes.

Pedir perdão e perdoar fazem parte daquele monte de coisa que a gente sabe que é certo, bonito, e sugere ou cobra que todo mundo faça. Mas a gente sabe que ser posto à prova é que determinará se somos ou não hipócritas, como em muitas outras situações da vida.

Ao mesmo tempo que é nobre, é preciso ficar atento a quem muito pede perdão, porque geralmente se trata de alguém que insiste nos erros  e muitas vezes os transforma num hábito porque se ilude que a humildade de um pedido de perdão sempre o absolverá deles.

Mais ainda é preciso ficar atento à presunção de quem se acha credor de um pedido de perdão. O que não falta por aí são pessoas cujo egocentrismo faz entender que alguém lhe deve um pedido de perdão porque não pensa ou age como elas.

O maior equívoco que envolve o perdão é pensar que quem perdoa esquece o motivo.

De certo modo, o ato de perdoar eterniza o motivo, como se o perdão sempre lembrasse a ambos, principalmente o perdoado, do ocorrido.

Portanto, perdoar ou pedir perdão jamais devem ser menosprezados, exigidos como se fosse fácil tanto um ato quanto o outro, porque o perdão envolve quem errou, a natureza do erro e principalmente quem está na situação de perdoar.

E sair por aí pregando o perdão como um dever cívico e moral soa como um daqueles verbetes que são empregados porque “é bonitinho” e faz as pessoas parecerem boas, mas poucos, ou raros, perdoam ou pedem perdão.

 

FSdN

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=2WqCe3OvMRw

Favelados...

03/10/2020       

“Eu amo o Vidigal, mas a condição de sair da favela é uma conquista que a maioria do favelado quer”.

Babu, que interpretou Tim Maia, no filme que leva o mesmo nome do grande cantor e intérprete da MPB [não, eu não conheço o ator por causa da sua participação BBB], deu uma entrevista na qual afirma que sair da favela é sonho da maioria dos favelados.

E ele está certíssimo.

Esse papo de glamourizar a favela é um pretexto para políticos corruptos não entrarem nesse tipo de bairro e atender as necessidades da população que ele compõe.

Uma favela tem inúmeros problemas, como saneamento básico, que é precário porque a própria arquitetura da favela é errada. Um monte de barracos, geralmente construídos uns sobre os outros, desobedecendo toda a didática da engenharia, pondo as pessoas em risco.

Pelo menos aqui no Rio de Janeiro, quase sempre uma favela se concentra em morros, e aí, quando faz um calor como o dessa época do ano, já sabe né. O favelado se vira pra conseguir água. Tem até uma música composta por Zeca Pagodinho e Beto Sem Braço (salvo engano), chamada “São José de Madureira”, que diz “quem sobe o morro carregando lata d’água, abre o riso esquece a mágoa, faz do samba brincadeira”, lindo samba por sinal.

É nas favelas também que se concentram os principais pontos de tráfico de drogas, e será que é atoa que seja lá? Não, como eu disse, é mais fácil glamourizar o local do que enfrentar os problemas e tornar a favela em uma comunidade digna.

E sem dúvida, o principal problema da maioria das favelas do Rio atualmente é a tal milícia.

O favelado, até então refém do descaso político, passa a ser refém também de milícias que determina o meio de sobrevivência de quem mora na favela. Ai do favelado que não comprar o botijão de gás, internet clandestina e ainda pagar pela proteção, tudo isso fornecido pela milícia, que no meu ponto de vista é o principal câncer social do estado.

A favela é o principal exemplo de desigualdades sociais e raciais, isso porque a maioria da população que integra a favela é composta por negros e pessoas cujo principal motivo de morar em favelas é porque não tiveram a igualdade de acesso a condições que os coloquem em igualdade de disputa por oportunidades. É o perfeito exemplo de que se combate o preconceito e racismo com igualdade de acesso a educação, não com privilégios.

Como dizia Bezerra da Silva em seu samba “Eu sou favela”, outra obra prima do gênero, “a favela é um problema social”.

Por isso, não adianta colorir a favela, instalar bondinhos e fazer publicidade dela como alternativa de turismo. De certa forma isso é até irresponsável.

Quem mora na favela sabe das dificuldades que esse tipo de comunidade enfrenta, por mais que se tenha condições de sair de lá e ainda assim opte em ficar.

Babu está certíssimo em querer morar em um lugar que tenha melhor acesso à educação, cultura e tudo mais que é bom.

 

FSdN

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=Vt-Ba39s4q0

https://www.youtube.com/watch?v=yYBIOFoRd3U

Bate-papo solto...

27/09/2020       

Segunda onda de COVID-19

Domingão, dia de beber cerveja bem gelada, principalmente depois de um plantão agitado.

Eu andei percebendo essa semana que o hospital começa a receber de novo um numero intensificado de pacientes com COVID-19, e reparei que muitos deles já haviam sido infectados e internados na unidade. Acredito que tenhamos entrado na segunda onda da doença antes mesmo de sair da primeira.

Pode anotar aí: a segunda onda chegou e só eu sei.

E eu sigo invicto, onde trabalho eu sou um dos únicos que ainda não contraiu a doença, e o hospital começa a querer entrar numa de pedir que eu faça exames para ver se de fato não contraí a doença, se sou assintomático, ou se sou gente ruim, pois dizem que os ruins custam a morrer.

Carnaval adiado e Crivella

A LIESA cancelou os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro. É o que eu vi no título da reportagem que estava com preguiça de ler ou assistir ao vídeo.

É engraçado que no meio da pandemia lembraram de cancelar o desfile das escolas de samba do ano que vem, quando o ideal fosse que o Carnaval desse ano de 2020 não tivesse nem acontecido. E o Réveillon que se cuide.

Quem deve estar feliz é o Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, visto que a seita Igreja a que ele pertence é contra essas festividades porque as pessoas gastam dinheiro na farra ao invés de ir para a igreja pagar o dízimo elas não correspondem ao comportamento de um verdadeiro cristão.

E por falar em Crivella, ele está inelegível por seis anos. Mas o que eu não entendi é por que o motivo que o tornou inelegível não destituiu ele do cargo de prefeito rs.

Ora, que porra é essa?

Desfile de biquini

E o Rio de Janeiro parece que definitivamente virou terra de ninguém, como se não bastasse os milicianos, o tráfico de drogas que banca o carnaval e o jogo do bicho as milícias, paisagens emporcalhadas e devastadas, ex-governadores presos e políticos corruptos, agora vira palco de futilidades.

Rolou no Leblon ontem a noite um desfile de biquini que causou uma confusão danada, e ainda bem que eu estava em Copacabana trabalhando ao invés de testemunhar uma pouca vergonha dessas.

No vídeo, que eu não vou colocar aqui por que fere os princípios de um homem de bem, aparece um carro conversível com uma ou duas mulheres com fogo no rabo de biquini e de repente uma delas leva, ao que parece, uma garrafada nas costas, o que foi suficiente para que ela pulasse furibunda do carro e saísse distribuindo porrada numa outra mulher que aparentemente teria atirado o objeto.

Uma confusão dos diabos mas que nenhum cabra que estava assistindo sabe explicar o que aconteceu rs.

A qualquer momento volto com novas informações importantes.

 

FSdN

 

Já que não vai rolar desfile, deixo o vídeo de um dos meus sambas preferidos.

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=AhzXEGTXBEY

Troca-troca, e outras coisinhas...

26/09/2020       

Troca-troca. Para quem prefere um termo mais elegante com sabor de eufemismo, swing.

Swing, que além de um de um estilo de jazz muito maneiro, também significa sexo em grupo que envolve casais. Aí você já sabe imagina como é né? Uma galera reunida onde todo mundo come ou dá pra quase todo mundo, e é esse swing a pauta desse humilde post.

Eu definitivamente não entendo esse lance de swing. Acho muito confuso.

Partindo do princípio...

Uma das principais sínteses de estabelecer uma relação que origina um casal é a exclusividade, tipo assim: “olha só, você quer namorar comigo? Isso significa que a partir de hoje eu só como você fico com você, só beijo você, ando de mãos dadas só com você, e vice-versa, enquanto estivermos juntos, combinado?”. E isso é atribuído ao namoro, noivado ou casamento. Enfim, estabelecer relação a dois é exercer a exclusividade.

Daí vem alguém com uma ideia de gênio e inventa o swing, cujo principal barato [foi o que me falaram] é justamente transgredir a exclusividade que dá sentido à relação de casal.

Acredito que seja tudo em nome do fetiche, tipo assim “veja bem, a gente oficializa nossa relação, e depois dá uma zuada, contrariando a principal proposta dela. O que quero dizer é que a gente se reúne com uma outra galera que pensa da mesma forma e assim é só partir para o troca-troca, que tal?”, inclusive isso tem um nome, que não me recordo bem [deixa vê se me lembro]... Ahhh, sim, lembrei... é SURUBA.

E o negócio começa a ficar mais confuso ainda quando a prática se populariza e aparece alguém querendo organizar os swings, marcando locais, datas e estabelecendo critérios de participação do “evento” rs.

Olha só, você entendeu né? Estão querendo organizar a SURUBA!

SURUBA só é SURUBA porque é uma confusão do caralho danada. Todo mundo come todo mundo, ninguém é de ninguém, ao mesmo tempo que todo mundo é de todo mundo.

Não se pode simplesmente querer organizar uma coisa cuja principal característica é a desorganização.

Se começarem a estabelecer critérios para surubas, até que se classifique quem corresponde aos critérios estabelecidos de participação, todo mundo já terá perdido o tesão. Imagina, por exemplo, que alguém tenha de provar as condições de saúde a fim de não transmitir nenhuma doença. É simplesmente impossível. Um sujeito pode apresentar um exame que ele fez na quarta-feira e a partir do momento em que ele saiu do consultório já foi exposto a algo que não constará no exame que ele apresentará sábado.

É por isso que prefiro a monogamia, porque representa sexo seguro e assegurado, ainda que para muitos um represente a hipocrisia e o outro a responsabilidade pelo adentro da relação à rotina, respectivamente. Inclusive, estes podem estarem dentre os muitos motivos pelos quais existam a preferência por modalidades sexuais como o swing.

Mas isso é assunto para outra prosa, até porque também não sou uma pessoa capacitada a agregar ao assunto.

Brincadeiras e confusões à parte, o importante é que cada um faça o que lhe faz feliz, desde que isso não seja à custa de envolver, atingir ou prejudicar terceiros.

 

FSdN

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=15xgafxqg5A

O tempo, e agradecimento...

23/09/2020       

No filme Lucy, de Luc Besson, a personagem principal, Lucy, interpretada por Scarlett Johansson, sugere que o Tempo é a nossa principal unidade de medida, refutando que o homem, do mais alto patamar de sua presunção, determina a si mesmo como principal unidade de medida.

“codificamos, por meio de letras e números, a nossa existência para reduzi-la ao tamanho do homem”

Pensando a respeito da reflexão, diante de diversas perspectivas percebi que faz todo sentido essa grandeza do tempo, afinal, o que seria de nós sem o tempo? O tempo rege simplesmente TUDO!!!

Em contrapartida, mesmo com todo meu pessimismo em relação a nós, seres humanos, não pude evitar de também questionar o que seria do tempo sem o que cada um de nós faz dele?

A nossa existência se apoia no sentido de individualmente sermos protagonistas de fatos que ocorrem em nossas vidas, e esses acontecimentos são apoiados uns aos outros como se construíssemos uma régua sob nosso tempo.

Tipo assim, com 3 anos eu comecei a fuçar livros de faroeste de meu pai e praticamente aprendi a ler sozinho; aos 4 aprendi a andar de bicicleta, aos 13 dei meu primeiro beijo, 2 anos antes de me formar no curso técnico que aos 16 anos me ajudou com o primeiro emprego...

Sem fatos e acontecimentos que nós, humanos, construímos, o tempo se esvai em desperdício.

Na situação de morar sozinho, me lembro que fiquei doente por uns 4 dias. Me levantava da cama somente para tomar banho. Mal podia comer porque estava indisposto até para cozinhar. Vi manhã, tarde e noite fundirem-se sem fatos que servissem como referência cronológica. A mente entrou num ócio porque pouco tinha a se lembrar para exercitá-la, como por exemplo o que comi no café da manhã, pois não tomei café da manhã.

As coisas só não pioraram porque tenho relógio e pude me posicionar nos meus dias por meio da janela que me permitia saber se era dia ou noite.

Nesse período não tive a dimensão de tempo, e por estar numa condição em que não fazia nada, parecia que estava doente apenas 1 ou 2 dias. Mas as pessoas começaram a notar minha ausência diante do trabalho e família. As atividades constantes em suas próprias vidas fizeram as pessoas terem a percepção do passar do tempo, contribuindo que elas percebessem que eu estava recluso por 4 dias.

É por isso que temos a sensação de que o tempo voa quando estamos trabalhando ou fazendo quaisquer coisas que gostamos e nos diverte, e que o mesmo tempo se arrasta quando estamos à toa.

Por isso, preencha seu tempo com o que lhe faz feliz, pois mesmo que ele seja realmente a principal unidade de medida, é você quem o tem nas mãos para estabelecer a régua da própria existência.

 

 

E em tempo...

Gostaria de agradecer ao colega alechatao pelo blog em referência a este que vos escreve, bem como a todos que dele participaram.

Agradecimento também ao colega Cosmo pela percepção de meus equívocos no emprego de expressões, até porque acho isso muito importante por agregar conhecimento. Cabendo a eu observar, claro, que eu entendi como referência a meu post, desde já me desculpando se me equivoquei.

Peço perdão pela demora em responder. A vida anda corrida. É o tal tempo, lembra?

 

FSdN

 

Flutuando

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=sRQ5ana7S_k

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