dulcor

 
Registro: 30/09/2007
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Na verdade é todo dia

07/08/2020       

Meu pai é um sujeito interessante.

Veio lá de Recife quando ele ainda era criança.

Me lembro de quando eu era criança, via cartões postais e lia livros sobre o Nordeste, e perguntava a meu pai se em algum momento ele lamentou por ter deixando a região que, a meu ver, é a mais bela do Brasil. Ele me deu duas respostas que tem bem a ver com ele.

“A gente sempre está no lugar certo e na hora certa, por pior ou melhor que seja o momento”, foi a primeira resposta. E a segunda praticamente endossava a primeira: “se eu não tivesse vindo parar no Rio de Janeiro, não teria conhecido sua mãe”. Velho malandro, acho que ele quis “fazer presença” diante de minha mãe.

E o fato de minha mãe nascer em Minas Gerais e também vir parar no Rio de Janeiro dá aquela conotação de destino que ele insinuou. O resultado não mente: estão juntos há um tempão.

Meu pai é um filósofo semianalfabeto. Disse que nunca traiu minha mãe, não por ser santo, mas porque diz que não se deve subestimar as circunstâncias. Dizia que “casamento não é brincar de casinha”. Acho que ele sempre esteve certo, até porque ele é meu pai e sua palavra sempre teve peso. Ahhhh, e também porque nunca o vi sair sem ter minha mãe ao lado, salvo quando ia trabalhar, logo ali, a menos de 2km de distância, único lugar em que trabalhou e por qual se aposentou.

Ele e minha mãe deixavam os filhos levar os colegas na nossa casa, fosse quem for. Dava pão com linguiça e guaraná, meu cardápio preferido até hoje quando vou na “Casa do Alemão”. Os colegas gostavam muito e deve ser esse um dos motivos para sempre quererem voltar. Meu pai era esperto. Dessa forma mantinha os filhos sempre à vista e sabia com quem andavam. E assim eu e meus irmãos fomos educados.

Nos dias atuais, aquela cerveja gelada aos sábados e domingos é quase um ritual da família. E no domingo dos pais não será diferente, até porque nós mesmos defendemos não estereotipar datas. “Estaremos no próximo domingo com o copo na mão, da mesma forma como foi no domingo passado”, diz meu pai.

Atualmente meu pai anda pregando um discurso diferente sobre paternidade e maternidade. Diz que a primeira exigência para ser um bom pai ou mãe é reconhecer se tem condições para tal, pois os dias atuais são muito duros, principalmente em época de pandemia. Isso porque muita gente quer ter filho sem discernir se isso é um desejo honesto ou se trata apenas de cumprir uma obrigação que a sociedade impôs ao ser humano no decorrer do tempo. Não é à toa que a explosão demográfica é um problema que todo mundo finge não enxergar apenas para fazer filho com a consciência tranquila.

Aliás, meu pai diz que o mundo anda tão cruel que fica difícil definir se a decisão de ter um filho significa presentear com a vida ou punir com ela.

Às vezes, em momentos de bate-papo, me pego distraído observando meus pais e fica impossível não fazer um comparativo com “nossos velhos”, de Martha. E dói pensar que, se tudo der certo, vou perdê-los num momento em que talvez melhor os compreenda.

Parabéns a todos os pais e mães, pois também existem as mães que são pais, e vice-versa.

Se você tem o seu, curta o máximo, lembrando que a gente valoriza enquanto tem, e o que o mais importante você deve fazer enquanto ele estiver fisicamente presente, porque o que se faz depois, se faz muito mais por si mesmo do que por outro motivo.

E se você não tem pai ou mãe, chore a saudade, ao mesmo tempo em que reverencie a grandeza de que só sente saudade aquele a quem o ausente deixou um pouco de si, e isso é um privilégio.

 

FSdN

A sacada genial da Natura

01/08/2020       

Você é daqueles que uma boa publicidade é o suficiente para que você compre um produto? Se for, me desculpe, mas você é muito volúvel e se baseia em informações rasas para adquirir um produto. É o alvo perfeito para vendedores.

Eu encaro uma publicidade como alguém que vai me apresentar um produto o qual eu vou avaliar o peso da necessidade, do desejo de obter e, o mais importante, se eu tenho condições de adquirir o produto. Se todos os quesitos forem preenchidos, busco informações alternativas sobre o produto, não me limitando àquelas das quais se espera apenas falar bem. Afinal, filho feio não tem pai, não é verdade?

Quando a NATURA ou qualquer empresa leva seu produto aos veículos de comunicação, o objetivo é claro: VENDER o produto, ou a marca!

Diante de uma pandemia que enclausura a maioria das pessoas, é natural que a internet se torne o entretenimento favorito. NATURAlmente (me perdoem, não resisti ao trocadilho rs), não é de se espantar que o “tribunal da internet” inflame e [um segredinho, cá entre nós] a NATURA e todas as empresas sabem disso.

Então a NATURA teve a ideia genial de chamar Thammy Miranda para fazer uma publicidade do dia dos pais.

Vamos pensar: a Thammy é... é atriz? Não! Cantora? Não! Dançarina? Não! Pinta, esculpe ou é escritora? Não! E ainda assim está presente em todos os meios de comunicação, não é verdade?

Logo, a principal função dela é [Tcham, Tcham, Tcham, Tcham!!!!!] APARECER!!! E usa a identidade de gênero pra isso.

Ela está errada? Claro que NÃO!!!! A vida é uma selva e duvido que você aí, independentemente de ser homem, mulher, gay etc, não acetaria a proposta de ganhar um bom dinheiro e, o melhor, honestamente, aparecendo na TV mesmo sendo apenas uma pessoa que é lembrada pela identidade de gênero!

Portanto, pouco importa se você é um daqueles que se revolta e protesta por ver uma propaganda na qual uma mulher assume o papel de um papai, ou se é daqueles que saem em defesa dessa atitude. Todos fizeram o barulho que a NATURA e a Thammy esperavam e serviram perfeitamente ao propósito de ambas.

E pra finalizar, a título de curiosidade:

a) Quem, daqueles que protestaram, foram motivados por serem consumidores da NATURA?;

b) e quem, daqueles que defenderam, vão de fato passar a ser consumidores da NATURA por causa disso?

 

FSdN

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=rmS_jRC-oUs

Pedir desculpas...

31/07/2020       

Poucos gestos são tão nobres quanto um pedido de desculpas.

Pedir desculpas não significa apenas a retratação por um erro cometido, mas, principalmente, se comprometer em não repeti-lo.

Significa que a pessoa que pede desculpas é capaz de olhar a si mesmo pela perspectiva de quem está do outro lado da ação, exercendo com pureza o gesto de empatia.

Quem pede desculpas reconhece que mudar é preciso, e mudar é a síntese da vida. Até porque não faz sentido algum passar por essa vida sem mudar, visto que a própria existência, sob a perspectiva do tempo, significa evoluir.

Pedir desculpas a alguém é como se dissesse a ele: você vale a pena.

Contudo, é imprescindível que um pedido de desculpas tenha de ser honesto. O que não falta por aí são aquelas pessoas que usam o pedido de desculpas como um botão de “reset” que “zera” os erros e dão a elas a ilusão de que podem e têm o direito de cometer erros, muitas vezes os mesmos. Os cultos e as missas dominicais estão cheio dessas pessoas.

Mais difícil do que pedir desculpas é desculpar.

O gesto de desculpar é tão nobre e tão difícil quanto o de pedir desculpas.

A quem cabe desculpar precisa humildemente receber o pedido de desculpas, evitando a presunção de exigir que lhe peçam, mesmo que ele seja digno do pedido.

E quando finalmente houver o perdão, que seja com coração aberto, despido da má intenção, sem a mediocridade de, na primeira oportunidade, jogar na cara de quem foi desculpado os erros que foram motivos de desculpas.

Afinal, todo mundo está cansado de saber que perdoar é uma coisa, esquecer é outra. Por isso perdoar é difícil. Quem perdoa dá um ponto final num assunto iniciado por quem pediu perdão.

 

FSdN

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=GGIzYn5vRUE

Problematização e o efeito cobra

30/07/2020       

Tempos modernos onde a internet, por meio de suas redes sociais e, principalmente, em comentários de quaisquer feed, existem aqueles que gostam de fazer barulho desnecessariamente.

Criaram a globalização da problematização. Tudo que a gente lê na internet está relacionado ao racismo, homofobia, assédio, gordofobia, misoginia, comunismo, capitalismo, direita, esquerda, gênero...

Tipo assim, alguém resolve abordar o assunto dos Ursos Polares do Massai Mara e não demora muito para um arrombado problematizador surgir, de onde ninguém sabe, para especular o racismo porque se falou do urso polar ao invés do pardo, sem sequer se dar ao trabalho de perceber que não tem ursos polares naquele parque.

O problema do problematizador (parece até trava-língua) é que apenas se trata de uma pessoa que gosta de criar problemas ao invés de oferecer uma sugestão para solução da causa que ele pensa que está defendendo.

Se você falar de política ou de políticos, o problematizador vai te classificar como comunista ou capitalista, e/ou de direita ou de esquerda, sem cogitar que talvez você goste de abordar as causas individualmente ao invés de adotar “bandeiras”.

O problematizador nunca vai ajudar a saúde pública, tampouco motivar ou contribuir para um obeso emagrecer e ter uma saúde melhor, preferindo promover a moda plus size e elevar a obesidade à condição de padrão de beleza, ainda que isso seja prejudicial à saúde.

Ai de mim se disser que prefiro as mulheres brancas. Sim, eu disse “prefiro”, que significa que também gosto das demais, mas ele prefere entender que eu fui exclusivo às brancas apenas para me classificar como racista. O problematizador defende as cotas para negros na universidade porque isso faz mais barulho e dá menos trabalho do que brigar com o governo para que todos tenham acesso igualmente à cultura, educação e oportunidades.

Tá até difícil de definir o que é e o que não é assédio. Portanto, toma cuidado na balada com a forma como você olha ou aborda uma mulher, porque pode ter um problematizador de olho, isso se ela mesma não for um.

Ahhhh, e se eu sou hétero e gosto de mulheres (já sendo racista por preferir brancas), logo sou homofóbico, pois não me relaciono com gays, lésbicas, trans e aquela caralhada porção de nomes que também querem obrigar a gente decorar.

Veja bem, existe sim racismo, homofobia, gordofobia, assédio, posicionamentos e filosofias políticas, mas vamos falar a respeito disso com seriedade e adotar métodos mais eficientes para combater o que é necessário sem ter de se bastar em proferir a palavra “opressão” evitando a vitimização?

Com o argumento de querer contribuir para melhorar, o problematizador piora o problema que já existe, promovendo o efeito cobra.

Você sabe o que é efeito cobra? É o seguinte:

 

Efeito Cobra

 

Efeito cobra é quando um problema é agravado pela medida adotada que seria para resolver o problema.

Salvo engano, a expressão é originária de algum dos confins britânicos (que não me lembro e estou com preguiça de pesquisar onde e quando) no qual o governo adotou a medida de pagar por cobras mortas objetivando controlar a população desse animal. Daí a turma de lá teve a ideia genial (baseada no jeitinho brasileiro) de criar cobras para matá-las e assegurar as recompensas. O governo percebeu e suspendeu a recompensa. Daí fudeu... deu merda... percebeu-se que o que seria a solução acabou aumentando ao invés de diminuir a quantidade de cobras.

 

FSdN

 

Estou com preguiça de procurar um vídeo para ilustrar a nota. Se tiver alguma sugestão...

O traído e o traidor

29/07/2020       

A traição só prospera no solo fértil da confiança. Sem confiança, nada de traição.

A traição é caracterizada principalmente alguém por esperar muito ou tudo de quem não devia. Por isso é imprescindível um discernimento bastante apurado de todos aqueles com quem nos relacionamos, a fim de evitar que depositemos confiança ou expectativas demais a quem não certamente não é digno de tal.

Na traição, obviamente, temos de um lado o traído, e do outro o traidor.

Vítima da traição, o traído mergulha numa sensação de sentimentos negativos que faz com que ele nem perceba que causa uma confusão que o encaminha a uma decepção consigo mesmo. Ele fica se perguntando onde foi que falhou e os possíveis motivos que ele tenha dado para ocorrer a traição, ou se lamentando por ter depositado uma confiança a quem não merecia, resultando numa depreciação de si mesmo.

Mal o traído sabe que na traição encontram-se características que o elevam como pessoa, como índole, caráter e lealdade. Pessoas com essas qualidades não são tão fáceis de encontrar como se pensa, pois são pessoas que se dão a chance de acreditar no próximo, e depositam nele a confiança, sem titubear e sem a mínima maldade, o que certamente é o principal motivo delas procurarem em si mesmas, ao invés de no traidor, a razão de terem sido traídas.

Do outro lado, por sua vez, temos o traidor, este que é caracterizado por sabotar a confiança que ele mesmo conquistou. Que lealdade merece uma pessoa que não respeita nem a própria lealdade conquistada?

O traidor é desmoralizado porque é ingênuo ou burro o suficiente para entender que a traição não envolve apenas o traído e o traidor, esquecendo-se dos espectadores da traição, que são todos aqueles que presenciam ou ouvem a história da traição que ele cometeu. Certamente eles fazem, na própria consciência ou nas suas costas do traidor, um tribunal do qual ele é réu diante de um júri implacável.  

A traição é a “ficha suja” do currículo moral de uma pessoa, e não tenham dúvidas: uma ficha suja de um traidor exige um tempo bem maior para reconquista da confiança do que o tempo que leva para um traído superar uma traição.

Isto posto, a pergunta que não quer calar é: de quem é o maior prejuízo na traição? Do traído ou do traidor?

 

FSdN

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=iHZSork8OpY

Relacionamento aberto

25/07/2020       

Em primeira pessoa, para que fique evidente a opinião pessoal, sem a mínima intenção da dissertação.

A exclusividade é um critério importante para uma relação de amor entre duas pessoas.

Até ouso arriscar em afirmar que a exclusividade é a razão pela qual duas pessoas que se amam adotam um relacionamento a dois.

Basta que se pense que ela está presente antes mesmo do amor se consolidar, geralmente quando o casal namora ou está se conhecendo.

É importante ressaltar que a exclusividade em pauta é aquela em que as pessoas compartilham intimidades.

Eu sinceramente não sei se a maneira como as pessoas se relacionam sexualmente mudou no decorrer da nossa história, ou se na verdade não mudou em nada, e que bastou uma modernidade para que as pessoas fizessem tudo aquilo que elas sempre tiveram vontade de fazer, mas que não faziam ou faziam escondido devido ao conservadorismo de cada época.

Mas o amor sempre foi amor. A gente não pode simplesmente dizer que um sentimento sofre mutações, como se a definição de amor fosse uma ontem e outra hoje.

O amor e sexo andam de mãos dadas, e essa vertente que talvez me impeça de compreender o “relacionamento aberto”. Definitivamente eu não consigo associar o amor com o ato de compartilhar com terceiros a intimidade (sobretudo sexual) da pessoa que ama.

O ser humano é complexo psicologicamente. É o preço que se paga por ser racional. E levamos essa complexidade para nossas relações. É perfeitamente normal que relações sofram crises. Mas eu não consigo enxergar nada saudável para uma relação em crise quando um ou ambos envolvidos se relacionam sexualmente com terceiros. Aliás, eu acho muito arriscado o envolvimento íntimo de uma terceira pessoa com alguém que enfrenta um relacionamento em crise. É “dar chance para azar”.

Alguns podem achar errado ou feio mas, querendo ou não, o ciúme e o egoísmo são elementos que eu nunca vi ausentes numa relação a dois.

Aqueles que adotam uma relação aberta geralmente estabelecem um número maior de regras bem mais complexas do que as adotadas na monogamia, o que é estranho quando o objetivo desse tipo de relação é justamente simplificar (diminuir) as regras.

Podem me chamar de quadrado por não acompanhar a “modernidade sexual”, mas é justamente essa modernidade que consolida a minha caretice, afinal, a vida sexual de um monógamo é assegurada, e o sexo é com segurança, sem riscos à saúde e tampouco sem preocupação com a prevenção, salvo em situações excepcionais.

Eu nunca vi o “relacionamento aberto” que tenha sobrevivido, e mais, que o motivo de sua derrocada não esteja relacionado com a adoção desse tipo de relacionamento.

Casais que adotam o relacionamento aberto justificam (quando nem disso precisam ou são obrigados) que esse tipo de relação exige mais confiança e segurança, o que eu discordo totalmente reforçando, inclusive, que a falta de confiança e a insegurança motivam a adoção do “relacionamento aberto”, por dispensar que se tenha de lidar com a traição e com as provações do dia a dia. É muito mais conveniente liberar o parceiro(a) para fazer sexo com outra pessoa, pois dessa forma não terá de lidar com a traição, ao mesmo tempo que é muito mais fácil fazer sexo com outra pessoa sob consentimento do que ter de resistir à tentação da situação.

É dizer “não” (principalmente quando se quer dizer “sim”) a terceiros que vai transmitir a confiança um ao outro dentro de uma relação, ao passo que rasurar a traição do dicionário é um exemplo da forma menos digna de lidar com as intempéries de um relacionamento a dois.

Definitivamente, não sou moderno o suficiente para adotar um relacionamento aberto.

Tudo bem, minha reflexão é bem superficial a respeito do assunto. No entanto, associar o amor com a permissividade que o parceiro(a) possa trocar fluidos corporais com terceiros dispensam quaisquer minuciosidades inúteis que me fariam mudar de ideia.

Em contrapartida, em momento algum ela interfere no juízo que tenho das pessoas que adotam ou são simpatizantes de um “relacionamento aberto”, visto que minha opinião em momento algum tem a pretensão da razão. É apenas a minha opinião.

O que importa é que as pessoas sejam ou estejam felizes com as próprias escolhas, desde que não prejudique quem nada tem a ver com isso.

 

FSdN

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=HjK30nhy7CU

Rio de Janeiro, GD, Macaco Tião e Denise

24/07/2020       

Década de 80, e eu era um recém cidadão ingressando nos estudos.

Aprendi a ler em casa, daí demorei um pouco para entrar na escola, mais precisamente no GD, que não é o Game Desire e sim a sigla do colégio onde estudei, situado no município de Nova Iguaçu, subúrbio do estado do RJ, no antigo bairro da Posse, subúrbio do município. Enfim, eu moro no subúrbio do subúrbio.

O colégio promoveu uma excursão ao zoológico do Rio de Janeiro e eu comecei então a juntar o dinheiro pra participar. Mesmo depois de adulto, ir à Quinta da Boa Vista (na qual situa-se o Jardim zoológico e o Museu Nacional) sempre foi meu passeio favorito, já que nos dias de hoje não é mais possível visitar o Museu Nacional devido ao descaso político que resultou no incêndio do patrimônio que já foi residência do Imperador.

“Quem tem irmão mais velho não morre pagão”, parafraseando algum filósofo que não conheço, e ao saber que ia ao zoológico, logo o meu irmão alertou: “cuidado com o macaco Tião

Rumo ao Jardim zoológico!!!

A minha turma era composta por 53 alunos. Eu, a Denise e mais 51.

E lá estávamos frente à jaula do macaco Tião.

Sempre muito amistoso e bem humorado (SQN), Tião ficou logo agitado quando viu aquele monte de alunos.

Lembrando do aviso do meu irmão, me afastei da jaula, mas a Denise se manteve mais perto da cerca que servia de divisão entre os visitantes e a jaula do animal.

Tião não pestanejou. Posicionou o braço para trás do corpo, se concentrou e cagou fez cocô defecou na palma da própria mão.

O alvo? Os peitos da Denise. Acertou em cheio, com aquele monte de merda excremento se espalhando pra todos os lados, atingindo inclusive quem estava ao lado da Denise.

Macaco Tião era uma figura singular do Jardim Zoológico do RJ, e ganhou muita popularidade devido ao mal humor. Gostava de atirar lama, terra, resto de frutas e, claro, excrementos nos visitantes, principalmente políticos, o que fez de mim possivelmente o admirador número 1 do animal.

Como forma de protesto, teve a candidatura a prefeito do RJ anunciada em 1988, tendo quantidade significativa de votos.

Eu não tenho dúvidas de que, se fosse vivo, o macaco Tião seria o único candidato à altura de concorrer com Jair Salvador Jesus Yeshua Messias Bolsonaro nas últimas eleições presidenciais.

 

FSdN

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=E2dpRvfbdZg

Ler é opcional, e lê quem quer...

22/07/2020       

Galã do Tik Tok e minha dica infalível de sedução

Galã do tik tok

Eu não sei do que se trata, tampouco como é ou como funciona o aplicativo Tik Tok (acredito que seja um aplicativo), então nada melhor do que uma explicação superficial... tão superficial quanto os motivos a que se destinam o aplicativo.

Segundo a definição da Wikipédia, Tik Tok trata-se de um aplicativo para criação de vídeos curtos nos quais a pessoa usa filtros e outros efeitos, às vezes um fundo musical ou efeito sonoro. Enfim, descritas as funcionalidades, não é de se admirar o porquê tem feito tanto sucesso, afinal, ele faz... ele faz... (o que ele faz mesmo?)... ora, ele não faz nada demais!

Mas como a internet, sobretudo com a participação especial do telefone celular, com suas câmeras, microfone e suas Stores (onde se adquire os aplicativos) que fazem das ligações telefônicas um recurso obsoleto... o que eu falava escrevia mesmo (me perdi nos apostos)?

Sim!!! Eu falava (continuo)...

Como a internet é a terra do sucesso da futilidade, não é de se estranhar que aplicativos como o Tik Tok façam sucesso, ainda que um sucesso passageiro, como aquele aplicativo que envelhece todo mundo em plena época em que as pessoas estão neuróticas com a falta de aceitação da velhice, empregando aquele ditado cafona, piegas, clichê e que todo mundo finge ou quer acreditar que realmente funciona... ahhhhh já me perdi de novo... Lembrei! O ditado é “sou como o vinho, quanto mais velho melhor” rs.

Enfim, o Tik Tok é o aplicativo do momento, e como tal também já revelou quem é o sucesso do momento, e antes que o sucesso relâmpago dele cesse, vá lá conferir. Se trata de “Mário Jr. O Galã do Tik Tok”.

Como assim? Que Mário?

Aquele que te “comeu” atrás do armário rs

Mário Jr. É um rapaz que usa o Tik Tok para dar dicas de conquistas.

Eu nunca vi, mas dizem que ele faz caras e bocas e mostra como conquistar alguém na internet.

Antes de mais nada, eu admiro o rapaz. Ele tenta ajudar quem tem o propósito da conquista, e ainda que as dicas não sirvam de porra nenhuma nada, a boa intenção é a que vale.

Ele se inspira em filmes de comédia romântica para criar ou copiar suas cantadas. Mas... de boa, quem é idiota a ponto de cair em cantadas de comédia romântica, aliás, quem nos tempos atuais assiste comédias românticas (tô zuando! Não leva para o lado pessoal!)?

Não importa, mesmo sem assistir seus vídeos (e com certeza vou continuar não assistindo) eu gosto do Mário Jr. É um rapaz bem intencionado, tenta ajudar, e mesmo que não consiga, ao menos torna-se divertido, sem ofender ou fazer mal a alguém. E eu espero que essa febre e sucesso de seus vídeos ao menos esteja trazendo louros a ele, principalmente dim dim, que não faz mal algum quando conquistado de forma honesta.

Mas se você quer mesmo dicas de como conquistar alguém na internet, você está no lugar certo e lendo a pessoa certa.

A seguir, a minha dica infalível de como conquistar alguém na internet.

Como conquistar um amor na internet

Se você quer conquistar um amor na internet, a única e principal dica é:

NÃO QUERER CONQUISTAR NINGUÉM NA INTERNET

Simples assim!

Quando você não quer conquistar ninguém na internet, você não vai se decepcionar com o FRACASSO, mas vai se surpreender se tiver SUCESSO.

Quando você não quer conquistar ninguém na internet, não precisa representar nenhum papel. Afinal, não é por acaso que nas redes sociais, inclusive aqui no GD, tenha pessoas interessantíssimas. Já reparou que a maioria delas quando não é bonita é rica, mora bem, é inteligente, bem humorada, poeta, toca algum instrumento ou todas as alternativas anteriores?

Quando você não quer conquistar ninguém na internet, você se mostra do jeito que é, ou seja, se alguém se interessar por você, será de forma honesta, sem o mínimo trabalho de mostrar ser quem você não é, sob o risco de a máscara cair a qualquer momento.

Quando você não quer conquistar ninguém na internet, você não se torna escravo da própria internet, por meios das tais redes sociais que você usaria se tivesse interessado em conquistar alguém na internet. Daí seu tempo vai ser melhor distribuído para as coisas que você faz fora dela, como trabalhar e ter sua vida social, que são coisas bem mais importantes que a internet.

Dessa forma, frequentando de maneira moderada a internet, a pessoa interessada em você não vai querer desperdiçar o pouco tempo que tem com você, sem usar aqueles papinhos furados e falta de objetividade na conquista e na concretização dessa mesma conquista.

Não sei se percebeu mas, quando você não quer conquistar ninguém na internet, você acaba não se rifando ou se atirando em qualquer conquista, mostrando que você é carente ou o pior, dependente, absorvendo aquele estereótipo criado de que “todo mundo precisa de alguém para ser completo”. Você vai mostrar-se independente, confiante, e o melhor, vai mostrar que se basta, e que uma pessoa vai entrar na sua vida pra acrescentar, ao invés de completar. Afinal, tu é ou não é integral porra?! E cá entre nós, essas características atraem as pessoas mais interessantes, porque só elas gostam de pessoas independentes que são honestas em se importar muito mais consigo mesmo do que com os outros.

E quando você assimilar tudo isso, compreenderá que solidão nem sempre é solidão, às vezes trata-se apenas que de querer estar bem acompanhado de si mesmo, porque não há nada de mal e errado em não querer conquistar ninguém na internet, e em lugar nenhum. Deixa apenas acontecer, sem deixar de ser você mesmo e agregar a sua felicidade à existência de alguém na sua vida.

 

FSdN

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=1qtDEXWNgcs

Neowise x Dreamin’

18/07/2020       

Eu fico olhando e apreciando, imaginando como seria a visão daquele ponto de vista.

Teríamos a nossa vista a Terra em todo seu esplendor, graças à incapacidade de identificar o ser humano e toda sua soberba de se imaginar dono ou senhor de alguma coisa.

A visão do Neowise personifica nossa pequenez.

Se lá de cima não se avista o bicho-homem, tampouco sua ignorância e capacidade de atacar implacavelmente o seu semelhante e tudo que o cerca.

Também não se avista, ainda lá de cima, as linhas que criamos para estabelecer divisões, chamadas fronteiras, cujas principais funções é promover diferenças e guerras. Não muito esporádico, vê-se um sujeito de um lado de uma linha que se estranha com o outro sujeito do outro lado da mesma ou de outra linha, e ambos fazem com que todos a sua volta participem e paguem por essa diferença.

Feliz é o Neowise, que passa diante de nós como se desdenhasse a insignificância do ser humano, o maior vilão e inimigo de si mesmo.

Contrastando com todos esses pensamentos pessimistas involuntários, prefiro refletir que tal espetáculo da natureza é um daqueles momentos singulares em que sinto despretensiosamente a presença de Deus.

Então, que eu faça minhas preces.

 

FSdN

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https://www.youtube.com/watch?v=X994MCwACSM

 

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Estou preparado

09/07/2020       

Férias em plena quarentena: muita cerveja ou vinho, e filmes de terror e ficção científica, meus gêneros favoritos.

Eu acho que estou cultivando algo que nunca tive: barriguinha saliente.

A cerveja me deixa alegre e desperta minha criatividade que é limitadíssima, mas em compensação está me dando barriguinha. Enfim, cerveja é bom, mas é ruim.

Voltando ao entretenimento, assisti uns filmes de terror, daqueles que envolvem muitos espíritos, casas mal assombradas, com pessoas que morrem e que por algum motivo voltam pra atazanar a vida dos vivos.

Assisti também uns de ficção científica, mas daqueles que envolvem extraterrestres, OVNIs etc.

E eu cheguei à conclusão por esses dias que eu me sinto preparado para contatos tanto com fantasmas quanto extraterrestres.

Aqui em casa eu tenho câmeras com infravermelho para captar imagens durante a noite, visto que casualmente ou não ambos os eventos ocorrem geralmente à noite.

Conto também com a ajuda da Alexa, a minha amante que comprei no Amazon. Assim eu não perco tempo acendendo as luzes dos cômodos, pois sabemos que tanto fantasma quanto extraterreste adoram aparecer no escuro e quando perdemos tempo buscando o interruptor, eles somem. Qualquer movimento brusco, eu grito “Alexa, acende a porra da luz!”

E está engatilhada a minha Canon Powershot SX540 de alta definição para captar e registrar com perfeição cada detalhe de um possível evento. Isso porque todas as imagens que vimos por aí, tanto de extraterrestres, OVNIs ou fantasmas geralmente são distorcidas, com pouca qualidade que faz a gente questionar a veracidade do evento.

E se eu conseguir esses contatos, principalmente com seres de outros planetas, não vai ter governo e toda aquela coisa de conspiração de não deixar vazar os dados. Vou caguetar pra todo mundo, fazer redes sociais e centro de visitação pra comprovar os fatos.

A única coisa que não me sinto preparado ainda é para experiências sexuais que dizem que alienígenas gostam de fazer. Fora isso, tudo de boa.

Fantasmas e extraterrestres figuram aquelas coisas que não existem mas as pessoas gostam de pensar que sim, talvez por hobby, entretenimento, masoquismo ou pela simples simulação da sensação de que se realmente fosse verdade.

Mas eu ficaria feliz em provar para todos nós que existem outras coisas que também podem nos assombrar, além dos filhos da puta dos políticos corruptos, charlatões, falsos profetas etc.

 

FSdN

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=dG7SjqaVpRw

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