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Farm Days

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[Doces] Pessoas [Açúcar]

12/10/2019       

Os nomes sugar daddy, sugar mommy ou sugar babby referem-se a um relacionamento estabelecido entre homens ou mulheres maduros e bem-sucedidos com jovens, a fim de que estes prestem serviço de acompanhante de luxo.

Nesta vertente, o homem bem-sucedido e experiente é determinado como sugar daddy, a mulher nas mesmas condições como sugar mommy e o contratado como sugar baby.

Dentro de um contrato de relacionamento estabelecido em comum acordo, o sugar daddy ou mommy paga despesas do acompanhante contratado, o sugar baby. As despesas estão diretamente relacionadas às “necessidades” de um jovem, como pagamento de estudos, cursos, contas de cartão de crédito, vestuário, plano de saúde etc, dependendo dos termos adotados no contrato.

É uma modalidade profissional muito popular nos Estados Unidos e começa a ser difundida no Brasil. Já existem vários sites que disponibilizam esse tipo de serviço, seja para ser o contratante ou o contratado do que eles chamam de “relacionamento sugar”, o qual eu prefiro denominar como “relação de aluguel”.

Os envolvidos como contratante e contratado desse tipo de relacionamento de aluguel defendem que a atividade nada tem a ver com prostituição, uma vez que, neste caso, seria muito mais objetivo a contratação de garotos e garotas de programas para a atividade sexual, sem rodeios.

Contudo, observe bem os envolvidos numa relação sugar.

Tem-se uma pessoa madura e bem-sucedida, cuja habilidade profissional é trivial para que ela tenha alçado uma estabilidade financeira. Essa pessoa, sugar daddy ou mommy, contrata outra pessoa para prestar serviços como acompanhante, a sugar baby, que é jovem e, consequentemente, não possui as mesmas características citadas do contratante.

É muito difícil, quase impossível, negligenciar que há uma vantagem por parte do contratante, este que, astuto, vai tirar maior vantagem do contrato justamente convencendo o contratado de que as vantagens de ambos são iguais. Essa é a arte dele. Do contrário, não seria uma pessoa bem-sucedida profissionalmente.

Por outro lado, se o contratante não for um verdadeiro filantropo exótico, soa um pouco estranho que ele contrate um(a) jovem para que este seja apenas um acompanhante, sem que o cunho sexual esteja envolvido.

É compreensível que haja o objetivo de blindar uma “relação sugar” para que ela não seja vista como prostituição, mas questões precisariam ser respondidas de forma imparcial, principalmente pelos envolvidos nessa atividade que é uma novidade:

— Um sugar baby acha mesmo que a atividade que ele pratica não vai interferir nos relacionamentos afetivos de forma que cause dificuldade de adquirir um parceiro?

— Você se envolveria numa relação íntima com uma pessoa que é ou foi sugar baby?

— O que um sugar daddy ou mommy pensaria a respeito de seu(ua) filho(a) se tornar um(a) sugar baby?

— Por que que a diferença etária e social são critérios significativos que determina quem é o sugar daddy, mommy e baby?

— Por fim, você, que está envolvido ou é simpático ao “relacionamento sugar”, acha mesmo que ele é uma atividade normal e natural ou está confundindo com o desejo de que de fato fosse assim?

Enquanto questões como essas não forem elucidadas, uma relação sugar será vista pela sociedade, no mínimo, como um eufemismo da prostituição.

Por isso é preciso muito cuidado para se envolver nesse tipo de atividade, principalmente por parte do contratado, este que, jovem, ainda tem uma vida inteira pela frente e isso pode implicar em suas conquistas de um modo geral, seja profissional ou pessoal, enquanto que o contratante já tem uma vida substancial bem estabelecida, a qual lhe permite uma zona de conforto, sem contar que, como na prostituição, é o contratado quem exerce o papel de objeto de uso.

Querendo ou não, a sociedade atual é o que é, ao invés de ser o que gostariam que ela fosse.

 

FSdN

 

Esta nota foi desenvolvida de maneira mais superficial possível para compreensão do termo “relação de aluguel” contemporâneo, cabendo um aprofundamento minucioso por parte de quem quer entender melhor o assunto.

Tive como referência para desenvolvimento desta nota os sites abaixo:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sugar_baby

https://www.besugar.com.br/relacionamento-sugar-como-aproveitar-vantagens/

 

https://www.youtube.com/watch?v=v4jI1IY3JUA

 

RIR - 2/? [Mediocridade]

10/10/2019       

Nos dias atuais se tornou comum distorcer o entendimento de profissionalismo ou arte com base na personalidade ou características irrelevantes dos profissionais e artistas, respectivamente.

Foi o que percebi num raso acompanhamento do Rock In Rio. O que não faltou foi distorção do propósito do evento e dos artistas.

“Aiii!!!!! Eu amo a Pink porque ela é exemplo de mulher de família, boa mãe, bonita!!! Etc.

“Arg!!! Odeio a Anitta porque ela é promíscua e por isso não vou ao show dela”.

“Sai fora!!! Drake é marrento e metido!!!”

Afinal de contas, alguém é fã de um cantor pelas suas qualidades musicais ou porque é uma referência como pessoa?

Quanta mediocridade. O que não falta na vida de cada um são pessoas que sirvam de exemplos, e estão perto o suficiente para que possamos absorver e aprender tudo que é de bom, desde ética ao discernimento. Não é preciso ter como referência uma pessoa distante e, o pior, que nem se importa se serve ou não de exemplo para quem não conhece. E ainda que se importe, não é tanto quanto aqueles que fazem parte de nossas vidas.

Não consigo entender como pessoas se espelham em seus ídolos de maneira equivocada.

Pouco me importa se a Anitta é promíscua. Cabe a ela prestar um bom trabalho para que a entrega de seu produto tenha um bom custo benefício.

Não estou nem aí se a Pink é boa mãe e mulher de família. Isso é importante para ela, os filhos dela e todos que da vida dela participam. Os fãs deveriam se importar se ela está cantando bem e entregando boas músicas, pois é isso que ela vende. Se você não pagar, não leva. Boa mãe e mulher certamente cada um tem em casa ou por perto.

Não quero saber se o Drake é arrogante. O que importa é o que ele se propôs a entregar como artista. Para comer comigo à mesa o que não falta são pessoas as quais eu não abro mão de que sejam simpáticas e educadas.

Que mania é essa de qualificar o artista com base em qualidades que nada tem a ver com o motivo pelo qual ele é artista? Por isso odeio o termo “formador de opinião”, dado a personalidades.

Me lembro que a seleção Brasileira de futebol quase fica de fora da copa de 1994, porque Parreira se recusava a convocar Romário nas eliminatórias.

Parreira é aquele técnico que gosta de jogadores que penteiam o cabelo pro lado, tomam benção da mamãe, dormem às 19h e frequentam igreja aos domingos.

Por pressão popular, Parreira convoca Romário para o último jogo das eliminatórias contra o Uruguai. Romário acabou com o jogo, e não somente foi o principal responsável pela classificação da seleção brasileira, bem como um dos mais importantes jogadores da conquista do tetracampeonato.

Parreira aprendeu que antes de mais nada o jogador convocado tem de ser bom no que faz, ao invés de convocá-lo por qualidades que interessam aos pais dele, não a um técnico de seleção.

Logo, prefiro os melhores jogadores, ainda que eles sejam comedores de viados, consumidores de prostitutas, cachaceiros e bocas sujas.

Com artistas os critérios deveriam ser os mesmos.

Tenha como ídolo alguém que seja bom naquilo que faz. Que o artista do Rock In Rio seja sempre um bom cantor com boas músicas. Na melhor das hipóteses, a maioria de nós só irá vê-lo no palco.

Tenha como referência de bons exemplos e boas pessoas àqueles que estão próximo a você e que participam do seu cotidiano. Esses com certeza têm muito a acrescentar a sua vida, e aposto que ficarão muito felizes e honrados com isso.

 

FSdN

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=jEJFi-RjNAE

RIR – 1/?

08/10/2019       

E acabou mais um Rock In Rio, um dos mais famosos festivais de música do mundo.

Mais uma vez deu o que falar.

E o destaque fica com cantores que não querem cantar.

Me falaram que a cantora Pink entrou no palco pendurada por cordas, fazendo malabarismos enquanto cantava. Fui conferir no Youtube e me questionei se o Rock In Rio (no qual o Rock é mero coadjuvante) é um festival de música ou um circo.

O esforço físico da cantora comprometia a entrega do principal produto de um cantor: o canto.

Isso tudo ocorreu logo no início do show. Imagina sustentar o mesmo tipo de apresentação até o final. Certamente que compromete a qualidade das músicas.

E a Anitta? A boca pequena diz que ela usou playback.

A vice-presidente do Rock in Rio, Roberta Medina, disse que quando um cantor dança muito é natural que use o recurso do playback.

Sou do tempo em que cantor canta, dançarino dança, instrumentista toca instrumentos...

Luciano Pavarotti e Whitney Houston faziam movimentos físicos limitadíssimos em suas apresentações porque sabiam o quanto a respiração é importante para a performance de um cantor.

Nada contra um cantor dançar, desde que isso não comprometa a performance de sua voz. Afinal, ele é pago pra cantar.

Aí vem essa senhora falar que um playback é natural, como se o espetáculo fosse de graça.

Nada de notas altas e baixas, falsetes, vibratos... O mais importante para o cantor moderno é dançar, se pendurar, fazer firulas...

Mas fazer o que né?

Façamos o seguinte. Apaga tudo.

O Rock In Rio mais uma vez foi um grande festival, onde aquilo que foi entregue para o público está totalmente de acordo com o que ele merece.

 

FSdN