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Blogs do GD e plantão do cotidiano...

15/06/2019       

Trabalho na zona sul do RJ.

Fora as 12h de trabalho, levo em média 3h para ir e mais 3h para voltar, totalizando 18h.

Postei uma nota de blog ontem e quando cheguei em casa, depois dessas 18h, a nota ainda estava na página da frente.

Poucos estão postando. O blog está enfraquecendo cada vez mais e acredito que a própria gestão do site tem sua parcela de culpa nisso.

Para mim escrever é um passatempo, e de uma certa forma ajuda a desenvolver meu raciocínio. Junto o útil ao agradável.

Postar é apenas uma consequência disso. Afinal, se já está escrito, não custa postar.

Mas já começo a ficar desanimado em postar no GD, ao passo que amadureço a ideia de parar de uma vez por todas de postar algo aqui. Afinal, já faço isso há muito tempo e é um dos passatempos preferidos e chega uma hora que é preciso parar.

Mas o principal motivo é a inércia do suporte do site que pede opinião dos usuários, mas nunca implementa algo a respeito das sugestões dadas por eles a respeito do blog.

O GD poderia aplicar de uma vez por todas as modificações no site, principalmente as que concerne a recursos que ele mesmo excluiu, motivo principal pelo qual eu acredito que as postagens diminuíram.

O suporte não se mobiliza diante das sugestões, e limita-se apenas em aplicar respostas automáticas às sugestões dadas.

Enfim, aqui é um espaço de entretenimento e, querendo ou não, o blog faz parte da diversão.

Contudo, a escassez de postagens pode afundar essa área de entretenimento do site, a ironia é que o próprio site cultivou isso.

Se o suporte do site ouvisse realmente as sugestões dos usuários, ao invés de ler superficialmente e aplicar respostas robotizadas, seria ajudado por aqueles que são de fato consumidores dos produtos que o site oferece e que certamente, melhor do que ninguém, sabem o que é preciso para tornar o entretenimento mais atrativo.

Até lá, parabéns a todos contribuem para que o blog não afunde de uma vez por todas, porque são esses usuários que ainda sustentam a existência do espaço.

Manifestação com cara de balada

Embarquei para o trabalho em plena sexta-feira à noite. Foi ontem, dia de manifestações contra a reforma da previdência.

Entrei no metrô na Central do Brasil em direção a estação Siqueira Campos.

São muitas estações até chegar ao meu destino. O metrô estava lotado de “manifestantes”.

Muitas moças de vestidos curtos, casais de hetero e homossexuais se agarrando, fazendo bagunça, falando de paqueras, bêbados, gritando, uma baderna só...

Enfim, eu juro que da Central Até a Siqueira Campos eu não ouvi nenhuma conversa dos manifestantes a respeito do tema da manifestação.

Enfim, essas são as manifestações, que no fundo tem mais status de balada do que de briga por alguma causa.

 

FSdN

Panelinhas... (Rpst)

14/06/2019       

Não é de pressão, tampouco frigideira, muito menos de barro.

Falemos de outro tipo de panela, aquele representado por um grupo de pessoas que constantemente se reúnem sem ter a amizade como pilar. Por isso, a primeira medida tomada por esse grupo de pessoas é justamente atribuir à reunião o caráter da amizade. Caráter falso, obviamente.

A diferença entre um grupo de amigos e uma panelinha é clara. Em um grupo de amigos, estes se relacionam entre si; saem juntos para tomar uma cerveja, refri ou chá; frequentam a casa uns dos outros; exercem o papel de participante da vida entre si; enfim, amigos se relacionam como uma família.

Já a panelinha não. Sempre existirá pelo menos um interesse que reúna um grupo de pessoas que formam uma panelinha.

Panelas são constantes em nosso cotidiano e existem em várias esferas da sociedade, seja em família, no ramo profissional e/ou educacional (escola, faculdades) e, por que não, na internet, por meios de redes sociais etc?

A pessoa que integra uma panela geralmente sente a necessidade de se encaixar ou ser aceita por outras pessoas.

Essa necessidade agrega interesses como conquista de popularidade e respeito.

Um integrante de uma panela acha que é mais fácil se tornar popular ou ter uma opinião ou posicionamento respeitados se ela pertencer a um grupo que promova essas características.

Enfim, o principal objetivo de um membro de uma panela é a conquista, por meio de um grupo, daquilo que ele foi ou é incapaz de conquistar sozinho.

O detalhe é que um integrante de uma panela quase sempre sequer percebe a própria carência de ser aceito pelos outros, tampouco de perceber que pertence a esse “subgrupo” social.

Em circunstância da falsa ilusão de promover um indivíduo dentro da sociedade, uma panela torna-se um clube restrito, mas existe duas maneiras eficientes e infalíveis de pertencer a este “clube”.

A primeira exige muita perseverança, e trata-se de aproveitar todas as brechas e oportunidades de se posicionar diante do grupo, concordando e elogiando o posicionamento de seus integrantes e, se discordar, que seja de forma que eles sintam seus egos massageados até mesmo quando são contrariados. Eles gostam de ser bajulados e, quando querem isso, advinha a quem eles vão recorrer? A quem bajula, é claro. Quando menos perceber, você já estará fazendo parte da panela.

A segunda é mais contraditória. Trata-se de criticar construtivamente os integrantes que fazem parte da panela. É preciso que a crítica seja feita por meio de argumentos sólidos, construtivos e irrefutáveis.  Dessa forma, entra em prática ao famoso ditado que diz “se não pode com ele, junte-se a ele”, é claro, adaptando o enredo no sentido de que “se não pode com ele, traga-o para o grupo”.

A contradição fica por conta de que alguém que é inteligente o suficiente para fundamentar os próprios argumentos não tem interesse algum em compor um subgrupo chamado panela.

Uma panela, embora pareça saudável, pode ser prejudicial a um indivíduo porque, indiscretamente e aos poucos, lhe tira a liberdade de pensar por si mesmo em função de pensar pelo grupo, de forma que isso pode contribuir para atrofia de sua inteligência, se é que ela existe, do contrário não pertenceria à panela.

Se for para pertencer a grupos, que seja àqueles que possam contribuir para que a pessoa se torne melhor psicológica ou intelectualmente.

Do contrário, o indivíduo estará sempre fadado à insistência de castrar a própria individualidade em prol ser aceito e promovido por um grupo social, ou melhor, como dito antes, um “subgrupo”.

 

FSdN

Índice do amor

12/06/2019       

O amor é um sentimento curioso e por si só mostra que não se deve brincar com ele.

É o mais mercenário de todos os sentimentos, visto que sem reciprocidade não sustenta uma relação.

É o único sentimento que traz consigo uma série de outros sentimentos, sejam eles bons ou ruins, como carinho, amizade, ciúme, sentimento de posse, egoísmo... E por favor, sem a hipocrisia de desdenhar o ciúme e o egoísmo. Isso é muito bonito quando se fala de amor de maneira superficial. Não rola isso de “deixar as borboletas livres...”. No sentido figurado pode até soar bonito e agradável, mas na realidade é diferente. Quem ama sente ciúme e se sente dono, embora seja elegante negar isso.

A dor de uma decepção amorosa é mais intensa do que a felicidade que o sentimento pode proporcionar.

“O amor é um demônio”, já dizia Platão.

Ainda que estatisticamente o amor possa causar mais estragos do que edificar, as pessoas não abrem mão da oportunidade de amar. Será por quê?

Porque é amor. A gente não sabe porque, o que é, como é... Se soubesse, seria qualquer outro sentimento, não amor.

Não sabemos o que é amor. É tolo aquele que tenta defini-lo, embora seja essa tolice que nos brinda com o melhor da arte, seja na pintura, escultura, música, poesia...

O amor mesmo, o legítimo, acontece raramente em uma vida, talvez até uma única vez, porque o amor é lapidado para ser consolidado como tal.

Somente o amor tem as rédeas da fidelidade, porque quem ama não é fiel a alguém e sim ao sentimento que possui, fazendo concluir que se trata da fidelidade a si mesmo, não a outrem.

Não banalize o amor. Falar de amor ou que ama a torto e a direito não faz de ninguém um experiente no sentimento. Quem resume o amor a palavras se preocupa mais em convencer que ama do que propriamente amar. Trata-se de um vil e fútil que no fundo é incapaz de amar ao banalizar um sentimento que não pode ser subestimado.

Amar, de verdade, é para poucos... raros... Porque só o amor nos consagra como ser humano.

 

FSdN

 

https://www.youtube.com/watch?v=D9ccBkWgxj4

 

Hipocrisia sistêmica

11/06/2019       

Em mil novecentos e antigamente, quando eu ainda era menino (sim eu tô velho), a partir do primário, o que hoje chamamos de Ensino Fundamental, existia uma disciplina chamada Educação Moral e Cívica, cujo nome deixa bem claro o propósito da disciplina.

Que eu me lembre, acredito que esta tenha sido a primeira ocasião que eu tenha exercido algo que se aproximasse de senso crítico. Eu discordava que educação moral tivesse que ser aprendida na escola, pois acreditava que o dia a dia e a influência dos valores familiares e sociais se encarregavam de ensinar o indivíduo, enquanto que a educação cívica era um reflexo da educação moral, pela qual o indivíduo praticava dentro da sociedade a educação moral adquirida.

Em contrapartida, embora eu discordasse, via com bons olhos a intenção da educação em se preocupar com os valores morais do indivíduo, incentivando o sistema à motivação por busca de meios que contribuísse a lapidar a ética e índole de seus cidadãos.

Todo mundo era aluno nota 10 em Educação Moral e Cívica.

Não precisava saber escrever corretamente, enfiar a cara nos livros. Todos sabiam como deveriam se comportar diante da sociedade, sabendo desde pequenos o que era certo ou não, como por exemplo não jogar lixos nas ruas, tratar o próximo com respeito, pregar a igualdade entre os semelhantes, respeitar à vida, que todos têm direitos iguais.

O pior aluno de matemática e o mais desinteressado aluno de língua portuguesa, ambos era alunos nota 10 em Educação moral e Cívica.

Mas...

Ainda assim, as ruas continuam sujas, as pessoas brigando entre si sem tomar discernimento do esforço que fazem para atingir umas às outras, o desrespeito é gratuito, a desigualdade é esfregada na nossa fuça no dia a dia nas ruas, animais sofrem as consequências do comportamento daqueles que se intitulam racionais, o populismo toma conta e esgotamos todos os nossos recursos em nome do estereótipo do sonho de ser papai e mamãe. Enfim, é uma maravilha.

O Ser humano é o animal mais hipócrita que existe. Sabe tudo que é certo e errado, mas esse conhecimento é irrelevante quando se trata do próprio ego.

As pessoas saem das igrejas, cujo a pregação de amar ao próximo é unanimidade e primeiro fundamento de todas as instituições religiosas, e ao dar as costas para o Alto se tornam algoz da própria espécie, fazendo imperar a fofoca, na menor das hipóteses, ou pisando umas nas outras como se fossem degraus que as conduzissem a um melhor posicionamento financeiro dentro da nossa sociedade. Não é lindo?!

Religião e fé são usadas mais como crachás de benevolência do que para reverenciar o Divino, à vida.

E que se foda então as aulas de Educação Moral e Cívica, o “amai ao próximo como a ti mesmo”.

Na arte da hipocrisia, o ser humano é nota máxima.

E pode-se mudar isso? Não.

É A NOSSA NATUREZA, que por sua vez decreta que o ser humano precisa urgentemente ser salvo.

De quem?

De si mesmo.

E a tragédia é que a gente sabe disso.

Se existe um Pai lá acima, desconfio se nos dar a racionalidade foi um ato de benevolência. Talvez tenha sido ironia ou sarcasmo.

É em nome de toda nossa racionalidade que se pratica os piores atos que prejudicam o meio em que se vive, todos que dele sobrevivem e, inclusive e principalmente, a si mesmo.

 

FSdN

 

 

Feliz dia dos namorados a todos aqueles que têm

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=uZD_oYpPyBs

Plantão do cotidiano

09/06/2019       

Neymar estuprador

Neymar, aquele jogador com quase 30 anos de idade e se comporta ainda como se fosse uma revelação do futebol brasileiro, está sendo acusado de estupro por Najila Trindade, que até então eu nunca ouvi falar, o que significa que ela deve ser modelo, moça de família, digital influencer ou faz algum curso em alguma universidade para se tornar apresentadora.

Esse é um daqueles casos raros e bisonhos de estupro, até porque eu não consigo imaginar uma pessoa que se voluntaria para ser estuprada, visto que ela teve o trabalho de sair de Brasil, com todas as despesas pagas e se apresentar com data e locais marcados para o estupro. Ela também adivinhou que seria estuprada, pois até colocou uma câmera pra gravar. Enfim, uma confusão do caralho danada.

Neymar é um dos ídolos mais medíocres do nosso futebol. Com quase 30 anos de idade, pouco fez para se consolidar um ídolo nacional. Se destaca mais pelos escândalos e pelo comportamento infantil exercidos na sua vida pessoal. Até mesmo entre os colegas de clube e seleção ele gosta de se comportar de forma que se destaque mais que os demais. É um ser humano que, a meu ver, não tem conteúdo pessoal ou profissional para agregar na vida de ninguém.

Contudo, ser acusado de estupro é um tanto incoerente diante dos fatos e para um sujeito que tem um monte de mulher bonita se jogando aos seus pés.

Vida que segue.

 

Luana Piovani, Pedro Scooby Doo e Anitta

Luana Piovani, que até bem pouco tempo compartilhava nas redes sociais tudo que fazia com o até então marido, Pedro Scooby, ambos que juravam amor eterno, se encontra meio a um momento turbulento devido ao envolvimento do agora ex-marido com a cantora, intérprete reboladora Anitta.

Eu não tenho nada para falar desse trio porque Luana Piovani é escrota, Pedro Scooby é um surfista que não é expressivo profissionalmente e Anitta como cantora tem um rabão.

Mas uma coisa que se pode aprender nesse caso é: O AMOR É ETERNO ENQUANTO DURA. Lição velha, um clichê, mas uma realidade.

Por isso, cuidado com as tatuagens e posts de fotos de casal em rede social jurando amor eterno.

 

RIP Andre Matos

Andre Matos era vocalista do Angra, banda da qual ouvi poucas músicas e não era simpatizante. Mas Andre Matos eu admirava. Cantava pra burro.

Para se ter ideia, quase substituiu Bruce Dickinson, o maior vocalista de Rock de todos os tempos, no Iron Mayden, uma das maiores bandas de metal de todos os tempos.

Para se ter ideia, Bruce possui uma potência e vibrato dignos de um cantor de ópera. Agora imagina isso agregado ao Heavy Metal.

Pois é, era esse cara que Andre ia substituir. Bruce, além de cantar pra caralho demais, é piloto de avião, escritor e sei mais lá o que, mas a reverência fica para o grande Andre.

O nosso rock, que está morto há algum tempo, perde uma figura expressiva.

Pobre do nosso rock, o único gênero que regularmente brigava pelas causas sociais no nosso país, cujo povo é doutrinado a aderir a putrefação das letras sem sentido, vazias e pobres dos gêneros populares atuais.

 

FSdN

Da sessão dia dos namorados (rpst)

05/06/2019       

Manifesto à carta de amor

Rabisque seus sentimentos em mal traçadas linhas, meu caro amante moderno à moda antiga. Não importa quão piegas isso vá parecer aos olhos de quem está do lado de fora da paixão. Paixão e amor, essas duas coisas que não vêm com manual de instruções, são para serem expostas da maneira mais convencional: debruçado sobre a mesa, à luz fraca da lamparina, caneta em punho, letra redondinha e coração saindo pela boca. Vá até papelaria e escolha o melhor papel e não se envergonhe se alguma lágrima cair e manchar a folha. Levante a cabeça e siga em frente, afinal você é um homem apaixonado e como tal, deve chorar como um bebê quando está longe da proteção do colo do fruto de nossa vida (mas se quiser, use o computador e uma folha comum. Mas desaconselho a prática. Somente e tão somente em casos extremos, quando a inspiração surge num domingo pela manhã, logo quando as papelarias estão fechadas. Mas que não se repita).

Tire do baú empoeirado os vocábulos obscuros que apenas seres empapados por amor e paixão são capazes de proferir. Não sinta vergonha se perceber que sua escrita está muito distante da sensibilidade e franqueza de um Neruda, Drummond, Quintana ou Jobim, e se parece mais com um discurso do Pedro de Lara. Afinal, quem disse que amor, paixão e cartas de amor devem beirar a perfeição estilística? Não se iluda, meu caro Reginaldo Rossi. A melhor parte é entregar a tão doce epístola ao seu anjo, princesa, neném, tchutchuca, cuti-cuti, amorzinho, enfim, todos aqueles apelidos criados pelas criaturas viventes da mais pura e mundana paixão. E se você puder acompanhar a leitura e seguir os olhos de seu amor que correm desvairados e imprudentes acima das linhas, numa busca frenética da palavra seguinte, melhor. Terás a chance de presenciar cada reação física e emocional, enquanto ela segue negligente ao fim da carta.

Porém, o mais dramático é, com certeza, o ponto final. Quando ela para, seu sistema (o dela) processa tudo o que leu (ai meu Deus quanto suspense) e pode dar uma gargalhada que fará você, jovem amante moderno à moda antiga, cair no abismo escuro da rejeição, ou (essa é com certeza a melhor parte) saltará como um leão faminto sobre o indefeso antílope e quase arrancará seus lábios num beijo selvagem de fazer o céu desabar e esvair todo o ar de seus pulmões. Numa voz sussurrada dirá somente a você: “por que demoraste tanto para aparecer em minha vida!?”, e novamente avançará sobre seus lábios desprotegidos. Mas não caia na bobagem de escrever a torto e a direito cartas de amor a todas as mulheres que encontrar na rua. Por favor, não banalize a situação. Até porque, se fizeres isso, perderás todo o crédito que deve ter um amante de verdade. Acredito que cartas de amor devam ser escritas somente uma vez na vida, quando tiveres embevecido pela certeza irremediável de que achaste a mulher, perdão pelo clichê, de tua vida, Dom Juan. E nunca se esqueça de assinar, e perguntar inocentemente: “(Coloque aqui o nome de sua paixão, rapaz!!), qual a caixa postal de seu coração?”

 

Do site Jornal Vanguarda

Professora Iva

 

https://www.youtube.com/watch?v=9kp3N3wQPO0

Caiu na Net...

05/06/2019       

“Caiu na net” é uma expressão usada quando fotos, vídeos e/ou documentos, que deveriam ser de cunho particular, acabam parando na internet, à disposição de todos que se interessarem por elas. Basta digitar “Caiu na net” no google que você terá uma noção do que estou falando, se é que não sabe ainda.

Quando leio a expressão “Caiu na net”, a primeira coisa que me vem à mente é “Oh, mas que saudade dos tempos em que era necessário revelar as fotos batidas de uma máquina fotográfica!!!”

A digitalização das fotos acomodou as pessoas, fez com que elas dessem menos valor aos momentos registrados, facilitou com que fetiches fossem postos em prática e, principalmente, aumentou a possibilidade de exposição não autorizada da intimidade.

Ao invés de revelar fotos, as pessoas guardam em dispositivos como computador, tablet e celular. O simples fato de as fotos estarem à disposição em tempo integral faz com que o interesse por cada momento registrado seja diminuído a cada nova foto tirada, e assim acumulando nestes dispositivos até que se perca o controle da quantidade e organização das fotos. O mesmo se aplica a outros tipos de dados, como vídeos e documentos.

Mas as pessoas se esquecem que esses dispositivos quase sempre são multitarefas. Por exemplo, o celular, além de armazenar fotos, tem sua função de fundamento, que é realizar ligações, também possibilitando acessar a internet, conversar via mensageiro etc. Bem como o computador, que pode realizar tarefas de estudo, trabalho, pesquisa, praticar entretenimento...

As múltiplas funções desses dispositivos tornam comum a necessidade de uma manutenção. E é aí que começa a brotar o famoso “Caiu na net”, pois pessoas maliciosas que se intitulam técnicos praticam a exposição alheia indevida pelo simples fato de prejudicar o próximo de forma gratuita.

As pessoas levam seus dispositivos à assistência técnica sem tomar o mínimo cuidado com o que estão colocando à disposição do técnico.

Documentos, fotos e vídeos particulares, sem contar todo o histórico de navegação, ficam sujeitos a serem expostos graças a má índole de um daqueles que se diz profissional de manutenção e, principalmente, da falta de cuidado do proprietário do dispositivo.

E o pior é que, embora poucos saibam, uma vez que algum dado é gravado ou copiado para um desses dispositivos, é preciso saber deletá-los para que de fato não estejam à disposição, pois o que não falta são recursos que restauram esses dados.

O ideal é que esses dados jamais tivessem que sair dos seus dispositivos nativos, ou seja, fotos na máquina de fotografar, vídeos na máquina de filmar, ainda assim, quando esses dispositivos carecessem de manutenção, haveria destes dados serem acessados.

Em tempos em que a tecnologia deveria ajudar as pessoas, sempre surgirão aqueles que fazem uso indevido dela, principalmente no que concerne prejudicar as pessoas gratuitamente.

É uma irresponsabilidade generalizada.

Pode ser legal a possibilidade de fazer o próprio pornô, de produzir as próprias fotos no estilo adulto... foram ampliadas as possibilidades de realizar os fetiches. Contudo, prudência, educação e respeito rezam na cartilha da evolução pessoal e de uma sociedade em si.

É irônico que um progresso tecnológico seja mal-usado de forma que cause o retrocesso intelectual totalmente nocivo.

 

FSdN

 

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A internet (Fú)(In)Útil

04/06/2019       

A internet é uma maravilha.

Tem duas coisas que eu gosto de afirmar a respeito da internet.

A primeira é que ela é o espelho do seu usuário. Se ele for um usuário que busca utilidade, encontrará tudo de bom e útil; se for um usuário inútil e mal-intencionado, vai encontrar tudo de ruim, sem mesmo precisar de um tour pela Dark e/ou DeepWeb.

A segunda é que não importa se a Internet surgisse há 1000 anos ou a 1000 anos (“há” se refere a passado e “a” ao futuro), a sociedade jamais estaria preparada para ela.

E a primeira sessão da minha “A internet (Fú) inÚtil”, para juntar-se ao “Plantão do Cotidiano” falará hoje de...

AMIZADE x Fake News

Ontem foi dada a notícia da morte do ex-baterista, Paulo Pagni, da Revoluções Por Minutos (RPM). A notícia foi veiculada pelas redes sociais da banda.

O curioso é que o cara não morreu.

E o mais curioso ainda foi que eu, esse que vos escreve, leu a notícia no UOL, site que geralmente eu acompanho as principais notícias.

Primeiro, é um micaço do UOL não averiguar a veracidade dos fatos antes de veicular a notícia. Assim como lecionar é para o professor é dançar é para o dançarino, veicular notícias é o fundamento do portal UOL. Ele vive ou sobrevive de veicular notícias, e se ele faz isso mal, então fica difícil de usar um eufemismo para qualifica-lo profissionalmente como um jornal de credibilidade.

Segundo, não importa como os (ex)integrantes da banda receberam a notícia falsa. Quando se é amigo de verdade, o contato é estabelecido no “tete a tete”. Amigos trocam telefones e ligam uns para os outros sem a frescura de escrever mensagens no Whatsapp, amigos fazem parte da rotina uns dos outros, como fazer visitas, marcar um chopinho, um churrasco e, inclusive e principalmente, compartilham momentos ruins oferecendo o famoso “ombro amigo” ou quaisquer outros tipos de apoio.

Portanto, amigos se relacionam regularmente. Isso de amigo só nas redes sociais, que sequer sabem da rotina uns dos outros, não rola.

Quer ser meu amigo? A princípio estabeleça uma comunicação com regularidade mesmo que seja online, e logo depois me passa o número de telefone porque rede social não é meio de comunicação entre amigos de verdade.

O RPM deu todos os exemplos do que é não ser um amigo, veiculando uma notícia falsa que com certeza adquiriu justamente por não desempenhar o papel de amigo, embora tenha aproveitado o momento para posar como tal.

 

FSdN

O devaneio do "não importa"

03/06/2019       

Já parou para pensar em quantas vezes na vida até aqui você se coloca em primeiro lugar?

Eu posso te conhecer, bem como também não faço a mínima ideia de quem seja, o que e como pensa, como é formada a sua índole, o conceito do seu caráter. Ainda assim sou capaz de responder a pergunta por você com a certeza (dispenso o “absoluta” porque odeio o pleonasmo) que não vou errar.

TODAS AS VEZES VOCÊ SE COLOCA EM PRIMEIRO LUGAR NA SUA VIDA. MAS PENSA QUE NÃO.

Observe a mamãe dedicada. Se for uma mãe de verdade, movida pelas emoções e instinto maternal, ela é capaz de dar a própria vida pela vida do filho, sem titubear. Claro que ela faria isso pelo filho, mas não faria em primeiro lugar por ela mesma? Ela assumiria o ato de grandeza pela vida do filho em benefício a ele, ou por não suportar em (sobre)viver à ausência dele e/ou, principalmente, (con)viver por não ter dado a própria vida pela vida dele?

Sob a mesma ótica temos o ilustre altruísta. Ele age em benefício do próximo. Mas a ação é em primeiro lugar às necessidades de quem precisa ou pelo próprio julgamento cujo peso da consciência o sentenciaria como negligente? Aliás, a ausência de peso na consciência não faria dele um altruísta.

Não importa a ordem dos interesses, sim o benefício a quem precisa.

Mas já parou para pensar que floreamos tudo aquilo que fazemos pelo próximo ao não abrir mão de passar a impressão de que fazemos exclusivamente por ele?

O próprio ato de nos iludir que pensamos primeiramente no próximo é em si um capricho em prol de uma fantasia que visa apenas superestimar nossas atitudes.

A pergunta é: a gente não sabe ou finge que não sabe disso?

Somos vaidosos até no ato de se doar ao próximo. Consciente ou inconscientemente, não abrimos mão de sermos protagonistas de nossas atitudes.

Hum, pensando bem.

Esquece isso, apaga tudo até aqui e peço perdão a todos os leitores.

Porque o que importa é a atitude que beneficiou quem precisou e, neste caso, é irrelevante quem ou o que se pensa sobre isso.

Na verdade, o mundo seria um lugar muito melhor se existissem pessoas que fizessem pelos outros mesmo que estivessem fazendo por elas mesmas em primeiro lugar.

O bem propagado está acima de quaisquer caprichos ou devaneios inúteis e sem sentidos

 

FSdN

 

Meu RJ vive muitos problemas, cada vez mais sitiado pela podridão. Mas nasci aqui e amo de paixão o meu estado. É assim o amor né. Transcende as dificuldades.

“Ninguém é autor de amor algum. Perder alguém não chega a ser o fim”


https://www.youtube.com/watch?v=Qj5yG_HBvHk

 

 

Entenda uma coisa: ou você é, ou não é

01/06/2019       

Entenda uma coisa: ou você é, ou não é; ou você faz, ou não faz.

Falar é muito fácil. Aquele ditado já dizia: “quem tem boca fala o que quer”

Em verdade eu vos digo: sou rico, bonito e bem-sucedido.

E aí, viu como eu falo o que quero?

Eu odeio quando as pessoas se preocupam mais em dizer o que são ao invés de serem.

Agora, muito me impressiona não é o que alguns indivíduos são capazes de falar, mas sim como algumas pessoas são capazes de aceitar e acreditar no que eles falam.

Parece que existe um aspecto psicológico qualquer que faz as pessoas que ouvem ladainhas acreditarem no falastrão mais pelo fantasiar de como seria extraordinário se fosse verdade, do que realmente ser.

O político, por exemplo. Todo mundo sabe que ele está mentindo, mas a fantasia de um político honesto é quase um fetiche, e fantasiar isso é tão intenso que a pessoa acaba cedendo a ele um voto, não porque ele é bom, e sim porque é lindo imaginar um político bom, justamente porque sua existência é quase um folclore.

O mesmo ocorre com as pessoas que discursam o quanto são boas, que só proferem palavras lindas, com aqueles clichês mais velhos do que a posição de cagar “andar para frente”, se posicionam como amigas, prometendo o ombro, apoio e tudo isso apenas porque tem o poder de proferir aquilo que as outras pessoas querem ouvir. Mas na hora do “vamos ver” é que vemos quem é quem.

E se a pessoa corresponder ao que ela afirma ser, piorou, porque é inconveniente fazer publicidade de si mesmo como boa pessoa, porque caracteriza um interesse maior de fazer algo por si mesmo, de forma que o fato de fazer bem a outrem é apenas um efeito colateral disso.

Não se faz publicidade de quão boa pessoa é, tampouco dos gestos de socorro, pois expor quem é socorrido é extremamente desnecessário. Quem ajuda de verdade, a primeira medida que toma é poupar a exposição de quem precisa de ajuda. Nota-se humildade no ato de pedir ajuda, mas não existe nada digno nisso.

Portanto, você aí que sente a necessidade de ouvir uma palavra amiga, algo realmente sincero, desejo o discernimento suficiente para não confundir o que você quer ouvir com o que você precisa ouvir. Porque é assim que se separa o joio do trigo. E melhor, é assim que captarás quem realmente lhe é caro.

E tenho dito.

Atenciosamente,

FSdN

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=oZ4ns81GJDc

Páginas: 6